Polícia prende em Buíque suspeito de feminicídio ocorrido no Janga, Paulista
Ex-companheiro da vítima teria fugido para o interior do Estado após o crime ocorrido o último domingo
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Com colaboração de Aline Moura
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu em flagrante, nesta segunda-feira (16), o principal suspeito do assassinato da massoterapeuta Sandra Justino de Barros, de 38 anos. O homem, que segundo parentes da vítima se chama Antônio Carlos Nascimento, com 46 anos, é ex-companheiro da vítima e foi localizado no município de Buíque, no Agreste do estado, após diligências realizadas pela Delegacia de Santa Cruz do Capibaribe.
O crime, tipificado como feminicídio, ocorreu no Conjunto Beira-Mar, no Janga, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, no último domingo (15). Segundo informações oficiais da corporação, o suspeito foi detido logo após a localização de seu paradeiro no interior.
Os detalhes da dinâmica do crime ainda seguem sob investigação. O homem agora permanece à disposição da Justiça para as medidas cabíveis. Segundo laudo do Instituto de Medicina Legal, Sandra foi encontrada com marcas de pancada contundente e queimaduras no corpo. O suspeito a a matou com um objeto contundente que lhe causou traumatismo craniano. A vítima apresentou queimaduras no corpo após ficar muito tempo no chão quente.
A banalidade do crime
A violência contra Sandra começou durante uma discussão, segundo o suspeito revelou à polícia. Ela teria torcido o dedo dele e ele revidou com dois socos - bem desproporcional. Logo depois, o grau de agressividade do algoz aumentou, a ponto de Sandra ser atingida por um objeto contudente, o qu levou a sua morte. Os dois estavam separados e ele tinha passado a madrugada observando Sandra num bar perto do estabelecimento onde ele trabalha.
A despedida
O corpo da esteticista Sandra Justino de Barros, de 37 anos, foi sepultado na manhã desta terça-feira (17) sob forte comoção de amigos e familiares. O enterro ocorreu às 11h40, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife. Familiares e amigos acompanharam a despedida marcada pela dor e por pedidos de justiça. Somente entre janeiro e fevereiro, 18 mulheres foram mortas em Pernambuco, vítimas de feminicídio, o que mostra cada vez mais homens cheios de força para enfrentar mulheres, mas covardes e fracos, incapazes de aceitar um "não".
A pena mais alta
O feminicídio tornou-se o crime com a punição mais rigorosa de todo o Código Penal brasileiro. Com a nova legislação (Lei 14.994/2024), a pena de reclusão agora varia de 20 a 40 anos, superando o teto anterior de 30 anos que era aplicado a outros crimes hediondos. A mudança endurece o combate à violência de gênero e estabelece o maior tempo de prisão previsto na lei atual para um crime isolado.
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