PF identifica fraude e TJPE anula provas para Técnico Judiciário
Presidente Ricardo Paes Barreto confirma vazamento e anuncia homologação para Analistas e Oficiais
O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Ricardo Paes Barreto, anunciou nesta segunda-feira (26) a anulação das provas para o cargo de Técnico Judiciário. A decisão fundamenta-se em investigação da Polícia Federal, que identificou vazamentos e a atuação de uma organização criminosa no certame. O ato administrativo com a anulação oficial foi publicado nesta segunda-feira.
"O concurso de técnico-judiciário eu posso anunciar hoje porque a Polícia Federal autorizou de ofício. A Polícia Federal descobriu vazamentos e o concurso foi viciado", declarou o magistrado durante a sessão do Tribunal Pleno. Segundo Paes Barreto, a produção de provas criminais foi encerrada e os responsáveis pela fraude já foram identificados pelos investigadores federais.
Sessão do Tribunal Pleno - Pronunciamento da Presidência (44:57)
Separação de cargos e homologação
A medida atinge exclusivamente as provas de nível médio (todas as especialidades e polos), aplicadas em 21 de setembro de 2025. Em nota conjunta, o TJPE e o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) reforçaram que a anulação visa garantir a igualdade entre os candidatos após a detecção das irregularidades.
Diferente dos técnicos, os cargos de Analista Judiciário e Oficial de Justiça seguem o fluxo normal. O presidente afirmou que o tribunal publicará a homologação destes resultados na próxima segunda-feira. Com isso, o desembargador Bandeira de Mello, que assume a presidência em breve, poderá realizar as nomeações dos aprovados nestas categorias já no início da gestão.
Transição e novas provas
A realização dos novos exames para Técnico Judiciário ficará sob responsabilidade da próxima administração do tribunal. De acordo com Paes Barreto, uma nova data será marcada "oportunamente". Os candidatos deverão se submeter a uma nova avaliação, uma vez que as provas anteriores foram consideradas viciadas pela investigação.
"Infelizmente", lamentou o presidente ao encerrar o comunicado sobre os técnicos. O tribunal e a banca organizadora informaram que manterão a transparência sobre o novo calendário e que seguem colaborando com as autoridades competentes para assegurar a lisura das próximas etapas.
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