"Ela leva os filhos a Paris. Eu vou ao cemitério para ver o meu filho", diz Mirtes
Mãe do pequeno Miguel, que morreu após ser deixado sozinho em um elevador, Mirtes Renata desabafa nas redes sociais
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Com informações de Luciana Queiroz, da TV Tribuna
A assessora parlamentar, Mirtes Renata Santana, utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (19) para publicar um desabafo. Mais um. Mirtes, que é mãe do menino Miguel, que morreu em 2020 depois de ter sido deixado sozinho em um elevador do prédio de alto padrão pela patroa dela, quando Mirtes era empregada doméstica, utilizou seu perfil no Instagram para denunciar algo que a incomoda muito.
Sarí Corte Real, ex-patroa de Mirtes, publicou nas redes sociais fotos dela com a família passeando pela Europa em viagem recente. A exposição de Sarí revoltou Mirtes Renata, que afirmou: "Enquanto ela leva os filhos dela para conhecer Paris, eu vou ao cemitério para ver o meu filho", lamenta. Miguel estaria hoje com 11 anos.
PROCESSO EM LIBERDADE
"Tudo isso é um falta de respeito comigo e com a memória do meu filho", disse Mirtes, em entrevista à repórter Luciana Queiroz, da TV Tribuna. Mirtes reclamou que o o poder judiciário não está dando continuidade ao caso dela. O menino Miguel saiu do elevador no 9º andar, depois que foi deixado só por Sarí Corte Real. Ele subiu em uma grade de ar-condiconado na tentativa inocente de ver a mãe, que passeava com o cachorro da patroa no piso térreo. Miguel acabou caindo lá de cima e teve morte instântanea.
Sarí Corte Real pagou fiança e não chegou a ficar presa provisoriamente. Ela foi condenada em 2022 por abandono de incapaz com resultado morte, com pena de 7 anos de prisão em regime fechado, mas os advogados recorreram e Sarí Corte Real responde ao processo em liberdade, sem imposição de medidas restritivas, como recolhimento do passaporte, ou seja, Sarí mantém o direito de realizar viagens internacionais.
"É legal mas não é moral. É algo que me deixa extremamente revoltada", diz Mirtes Renata, que hoje estuda Direito e trabalha como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa de Pernambuco. "Eu quero vê-la atrás das grades. Não somente condenada", desabafa Mirtes.
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