Cenas de selvageria: imagens registram espancamentos em briga de torcidas no Barro
Registros que chegaram à TV Tribuna PE mostram feridos e vandalismo antes do jogo entre Santa e Náutico
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Vídeos que chegaram à redação da TV Tribuna PE/Band mostram cenas de uma violência primitiva. Homens que se dizem torcedores da Inferno Coral — mas que apenas envergonham o Santa Cruz — transformaram a manhã deste domingo (25) em um cenário de guerra. Antes mesmo da bola rolar pelo Campeonato Pernambucano, o sangue já manchava o asfalto.
“Nós ganhou, c… p… é a Inferno”, grita um deles, com o brio de quem venceu uma batalha épica. O palco do horror foi a Estação do Barro, na Zona Oeste do Recife, onde o Clássico das Emoções contra o Náutico começou da pior forma possível.
Pelas imagens, o balanço da crueldade é nítido: pelo menos quatro pessoas, supostamente de um time rival do Santa Cruz aparecem feridas. Um jovem aparece deitado, de papo para o ar, indefeso. Em volta dele, vultos gritam e se aglomeram sobre seu corpo estendido de calça branca. Os agressores se indentificam como sendo da Inferno Coral.
Destruição no asfalto
Em outro trecho, o alvo é um motorista. O carro, cercado pela horda de torcedores, é depredado em segundos. Vidros estilhaçados chovem sobre o condutor, que, já sem camisa e acuado, apanha sem ter para onde escapar. O metal do veículo amassado é o mudo testemunho do medo. O condutor foi agredido com uma pedra.
O contexto deste confronto é desconhecido. Não se sabe quem provocou, se houve hora marcada. Torcedores da Inferno se dizem vencedores nos vídeos. De quê, ninguém sabe.
A estética do sofrimento, por sua vez, atinge seu ápice na imagem de um jovem de camisa preta e braceletes de pano. Escorado em uma pedra, ele exibe um rosto que já não parece humano, tamanha a quantidade de sangue. A boca entreaberta e os olhos dilatados miram o nada, enquanto o vermelho escorre pelo peito.
"O Barro é nosso": A lógica do território
A selvageria continua em novos ângulos. Um rapaz já estirado no chão recebe uma chuva de pontapés e murros. Não há luta, há linchamento. Nos áudios, o grito de domínio: “O Barro é nosso”.
Outra gravação flagra o momento em que motociclistas descem empunhando barrotes de madeira. A narração das testemunhas indica um confronto direto entre a Inferno Coral e a Jovem. Depois, após o confronto, é possível ver vários condutores pegando a contra-mão para sair do local.
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