Som no Carnaval de Olinda: entenda o que pode e o que não pode em 2026
Diferente do que muitos pensam, o som mecânico não foi banido, mas precisa seguir regras para não atrapalhar o frevo; veja multa
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Nos últimos dias, muitos acreditaram que o som mecânico e eletrônico estaria banido no Carnaval de Olinda. Mas a realidade é mais equilibrada: a Prefeitura publicou o Decreto 008/2026 para organizar a bagunça. A ideia não é calar a festa, mas garantir que o frevo, os maracatus e os afoxés — que são a alma da cidade — consigam passar pelas ladeiras sem serem "abafados" por paredões gigantes. O decreto foi divulgado no Diario Oficial do município nesta sexta-feira (13).
O que é PERMITIDO (com regras):
Agremiações com som mecânico: Podem desfilar, desde que peçam autorização à prefeitura com pelo menos 24 horas de antecedência.
Volume controlado: O som pode estar ligado, mas deve ser baixado ou desligado imediatamente se um bloco tradicional (como uma orquestra de frevo) estiver passando por perto.
Cortejos organizados: Equipamentos de som montados em carros ou carrinhos manuais podem circular, respeitando o limite de velocidade de 10 km/h.
O que NÃO PODE (proibições claras):
Bloqueio de som: É proibido criar uma "barreira de som" que impeça as pessoas de ouvirem as agremiações tradicionais nos corredores principais da folia.
Paredões sem autorização: Colocar um som potente na rua sem o aval da prefeitura e sem o cadastro técnico do equipamento.
Pessoas no teto: É terminantemente proibido levar foliões em cima de carros de som ou estruturas de áudio em movimento.
Fogos de artifício: O uso de fogos junto aos equipamentos sonoros está vetado por segurança.
Som colado: Deve haver uma distância de pelo menos 50 metros entre um equipamento de som e outro.
Por que essas regras existem?
A prefeitura justifica que as ladeiras de Olinda são estreitas e funcionam como "passarelas naturais". Quando um som mecânico muito alto fica parado ou passa em volume máximo, ele impede que o público ouça a orquestra de frevo, que é um Patrimônio da Humanidade. Além disso, o excesso de decibéis em locais fechados pode causar acidentes e dificultar a circulação em casos de emergência.
O bolso sente o peso
Para quem decidir ignorar as normas, o prejuízo é alto. A fiscalização pode apreender o equipamento na hora e aplicar uma multa de R$ 10 mil. Para os blocos que recebem verba da prefeitura, o erro pode custar o cancelamento do pagamento e a proibição de participar dos próximos editais.
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