"Só mais cinco minutinhos?" Em Olinda, o bloco A Corda não deixa ninguém dormir
Com 32 anos de tradição, a troça invadiu casas do Sítio Histórico às 7h da manhã e homenageou o multiartista Helder Vasconcelos
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Com informações de Rafaella Pimentel
O último dia oficial do Carnaval de Olinda definitivamente não é para amadores. Enquanto muitos ainda tentavam recuperar as energias das ladeiras, o bloco A Corda já estava nas ruas às 7h, desta terça-feira (17), cumprindo a missão de todos os anos: não deixar ninguém dormir enquanto houver frevo no ar.
A tradicional troça, que celebra seu 32º desfile, percorreu as ruas do Sítio Histórico por cerca de duas horas. O roteiro é movido pelo improviso e pela irreverência: os integrantes invadem residências, fazem barulho com instrumentos e "convocam" moradores e turistas para aproveitar as últimas horas da folia.
Surpresa e Homenagem
Para quem é pego de surpresa, o susto inicial logo dá lugar ao riso. Entre turistas desorientados e moradores que já esperam a "invasão", o clima é de pura descontração. Quem é acordado pelo bloco não tem outra saída a não ser se juntar ao arrastão.
Neste ano, a agremiação prestou homenagem especial a Helder Vasconcelos, músico, ator e criador do Boi Marinho. O próprio homenageado marcou presença no desfile, reforçando o elo entre a troça e as manifestações mais autênticas da cultura popular pernambucana.
Resistência Cultural
O "A Corda" se consolida, ano após ano, como um dos blocos mais divertidos e simbólicos da "Cidade Alta". Mais do que uma brincadeira, o desfile matinal é um teste de resistência que prova que, em Olinda, o Carnaval só acaba quando a última nota de frevo silencia – e, se depender do folião, esse momento vai demorar a chegar.
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