Ainda tem muito Carnaval em Olinda nesta quarta-feira de cinzas
Blocos tradicionais ocupam o dia do folião, desde às primeiras horas da manhã até a noite
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Em Olinda, o Carnaval só acaba, quando termina. E a quarta-feira de cinzas já é considerado o dia dos inconformados e dos resistentes. Enquanto o resto do país inicia o período de reflexão da Quaresma, as ladeiras do Sítio Histórico provam que o fôlego do folião pernambucano é diferenciado, mantendo a tradição de esticar a festa com muita gastronomia e frevo.
A festa começa antes mesmo de o sol esquentar de vez. O Munguzá de Zuza Miranda e Thaís é uma das tradições mais queridas da Cidade Alta. A distribuição da iguaria começa em frente da Igreja da Sé, antes da saída de outro bloco famoso, o Bacalhau do Batata. Não vão faltar a tradicional "Corrida dos Monstros", bonecos gigantes, orquestra de frevo e passistas.
O Munguzá de Zuza Miranda e Thaís é somene uma preparação para o que vem a seguir. Fundado em 1962 pelo garçom Isaías Pereira da Silva (o Batata), este é o bloco que define a Quarta de Cinzas em Olinda. A concentração ocorre também no Alto da Sé, com saída prevista para as 8h. Fique atento ao estandarte, que é decorado com ingredientes reais: batatas, cebolas, tomates e, claro, um bacalhau seco.
Outros destaques do dia
Embora o Munguzá e o Bacalhau sejam os protagonistas, a folia não para por aí. O folião em Olinda ainda vai poder curtir o Boi da Macuca: Um dos cortejos mais vibrantes de Olinda, costuma desfilar no final da tarde (por volta das 17h), saindo do Largo do Guadalupe, trazendo uma mistura única de forró e frevo.
E o não menos emblemático Segura a Coisa. Para quem quer aproveitar até o último segundo, este bloco tradicionalmente encerra as festividades com saída às 23h59 da Praça do Fortim.
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