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PEDRO VALLS FEU ROSA

Cuidado!

Previsões equivocadas de grandes nomes revelam os riscos de seguir opiniões alheias sem reflexão crítica

Pedro Valls Feu Rosa | 30/03/2026, 13:21 h | Atualizado em 30/03/2026, 13:21
Pedro Valls Feu Rosa

Pedro Valls Feu Rosa

Pedro Valls Feu Rosa é desembargador ex-presidente do TJES e do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo. Bacharel em Direito pela UFES, é autor de obras jurídicas e idealizador de projetos inovadores como o “Botão do Pânico”, vencedor do Prêmio Innovare.

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          Imagem ilustrativa da imagem Cuidado!
Pedro Valls Feu Rosa é desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo |  Foto: Arquivo/AT

Dia desses li uma pesquisa segundo a qual 80% das pessoas mudam de ideia por conta dos chamados “formadores de opinião”. Eis aí algo que dá o que pensar.

Começo por Margareth Thatcher. Imaginem que no dia 26 de outubro de 1979 ela afirmou que jamais veria uma mulher ocupar o governo do Reino Unido. E eis que, dez anos depois, a dita cuja estava lá!

E que dizer de Thomas J. Watson, o todo-poderoso presidente da IBM Corporation? Acreditem: em 1958 ele previu que no mundo haveria mercado para no máximo cinco computadores!

Já William Thomson Kelvin, o famoso físico e matemático inglês, proclamou que “máquinas voadoras mais pesadas que o ar são impossíveis”.

A propósito, em 1901 Wilbur Wright, um dos pioneiros da aviação, após uma experiência fracassada com seu avião, exclamou que o homem não voaria nos mil anos seguintes.

Auguste Lumière, por sua vez, legou-nos a seguinte frase: “meu invento (a câmera de projetar) não é para ser vendido. Pode ser explorado algum tempo como diversão, mas não tem nenhum futuro comercial”.

Não menos marcante foi a palavra de Mary Sommerville, pioneira do rádio, em 1948: “a televisão não vai durar. É uma moda passageira”. E Edwin Drake? O pioneiro da prospecção de petróleo ouviu dos seus sócios, em 1859, que cavar buracos para tentar encontrar o ouro negro seria loucura. Literalmente, foi chamado de louco.

Mais recentemente ouviu-se a afirmação do Almirante William D. Lahy ao presidente dos EUA, Harry Truman, em 1945: “essa é a maior tolice que já fizemos. A bomba atômica nunca vai explodir, e eu falo como especialista em explosivos”.

Não menos infeliz foi a revista norte-americana “The Literary Digest” sobre o automóvel, em 1899: “a chamada ‘carruagem sem cavalos’ é no momento um luxo para os ricos; e, embora seu preço deva reduzir-se no futuro, é claro que nunca chegará a ser de uso comum”.

Errou feio também o conceituado “The New York Times”, em cujas páginas leu-se, nos idos de 1936, que “foguetes nunca conseguirão deixar a atmosfera terrestre” - uma previsão que iria se constatar totalmente infundada apenas dez anos depois.

Não menos curiosa foi a visão do professor Dionysys Larder, da cadeira de Astronomia da “University College London”, em 1800: “viagens de trem em altas velocidades são impossíveis porque os passageiros não conseguirão respirar e morrerão de asfixia”.

Outro pessoal ruim de previsão foi o do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, em 1954: ”a influência do hábito de fumar na formação do câncer de pulmão é mínima”.

Há também aqueles que avaliam mal as pessoas. E assim Marilyn Monroe foi aconselhada a arrumar um emprego de secretária, pois não tinha a menor chance de ser atriz. De matar de rir, também, ver que em 1964 Ronald Reagan foi rejeitado para figurar em um filme sobre a política norte-americana por não ter “jeito de presidente”.

Diante de tantos descalabros cometidos por pessoas cultas, líderes de seus tempos, fico a meditar sobre um mundo no qual tantos vivem suas vidas nas vidas de outras pessoas.

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Pedro Valls Feu Rosa é desembargador ex-presidente do TJES e do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo. Bacharel em Direito pela UFES, é autor de obras jurídicas e idealizador de projetos inovadores como o “Botão do Pânico”, vencedor do Prêmio Innovare.

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Pedro Valls Feu Rosa é desembargador ex-presidente do TJES e do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo. Bacharel em Direito pela UFES, é autor de obras jurídicas e idealizador de projetos inovadores como o “Botão do Pânico”, vencedor do Prêmio Innovare.

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