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Pandemia do coronavírus transforma o São João
Tribuna Livre

Pandemia do coronavírus transforma o São João

Celebradas no Brasil desde, pelo menos, o século XVII, as festas juninas constituem a segunda maior comemoração realizada pelos brasileiros, ficando atrás apenas do Carnaval. De acordo com os historiadores, a festa tem origem no culto aos deuses pagãos, mas sofreu influências do catolicismo e hoje há forte associação com os santos católicos. Festejamos Santo Antônio no último dia 13. O dia de São João é hoje 24, e São Pedro na próxima segunda-feira dia 29.

Atualmente, há uma grande valorização das festas juninas na região Nordeste do País. Em Campina Grande, na Paraíba, por exemplo, acontece o maior festejo do País, com queima de fogos, fogueira gigante, concurso de quadrilhas e diversas barracas típicas com jogos e comidas.

A cidade paraibana, dona de uma das principais festas do País, adiou o evento para outubro, ao invés de cancelá-lo, como ocorreu em outros municípios que tradicionalmente realizam festejos em junho. As festividades foram suspensas para impedir aglomerações e conter o avanço do coronavírus. É muito difícil sob todos os aspectos.

O Nordeste vive e respira o “São João”, mas a pandemia do novo coronavírus está sendo maior que toda a tradição de um povo, neste momento. O nordestino acredita e com toda razão que as suas vidas mudarão daqui para frente. O mundo está mudando e a festa junina vai ter de mudar também, afirmam quase em unanimidade.

Celebrações presenciais de São João não estão previstas, mas pode preparar o bolo de milho e o quentão, porque a animação está garantida na quarentena. Não apenas quem faz os eventos tem de se adaptar à realidade atual. O público também vai aprender a dançar em um novo arraial: o virtual dentro das suas casas.

Campanhas nas redes sociais em Campina Grande e em todo Nordeste, estão abertas para doações para os trabalhadores que, este ano, não terão a renda da festa, que garante cerca de 6 mil empregos diretos e 12 mil indiretos.

É um momento de reunião, de celebrar a colheita do milho com muito forró. Porém, o que mais se preza neste momento de isolamento social é a vida da população. O cancelamento dos festejos é fundamental para resguardar a saúde.

As plataformas digitais estão inundadas, nestes dias, de lives de festas juninas virtuais com as mais variadas atrações, divulgando as nossas tradições. Podemos encomendar pela internet kits de comidas, bebidas típicas, e enfeites juninos, que estão sendo produzidos por empreendedores capixabas, em tempos de reinvenções de negócios. Conectando assim as tradições nordestinas com todo o País em uma única grande celebração junina.

Afinal, “viva São João!”. Várias fogueiras estarão acessas de forma virtual, com muita fé, nos corações de todos nós, a exemplo dos irmãos nordestinos que são fortes. “São João, São João! Acende a fogueira do meu coração...”

Manoel Goes Neto é presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha e diretor no IHGES.
 

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