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Paciente de 86 anos se recupera de AVC e encanta médicos tocando gaita

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Cidades

Paciente de 86 anos se recupera de AVC e encanta médicos tocando gaita


Argemiro Soares tocou gaita durante os 15 dias em que ficou internado no Hospital Estadual Central, em Vitória (Foto: Sesa / Divulgação)
Argemiro Soares tocou gaita durante os 15 dias em que ficou internado no Hospital Estadual Central, em Vitória (Foto: Sesa / Divulgação)

Não é fácil enfrentar o diagnóstico de uma doença grave. O medo do desconhecido, a angústia do tratamento e a ansiedade de familiares e amigos tornam o momento difícil. No entanto, para Argemiro Soares Pinho, de 86 anos, a música facilitou o processo.

Argemiro ficou famoso no Hospital Estadual Central Benício Tavares Pereira, em Vitória, por encantar pacientes e médicos com sua gaita durante os 15 dias em que ficou internado após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), conhecido como derrame.

Já diagnosticado anteriormente com Alzheimer e Parkinson, doenças neurológicas degenerativas, ele ficou do dia 26 de janeiro até a última segunda-feira contando com a ajuda da música para se recuperar.

O neurologista José Antônio Fiorot Júnior, responsável pelo tratamento, explicou que a musicoterapia é muito eficaz no tratamento.

“A musicoterapia, tanto dentro quanto fora do hospital, é um tratamento muito bom, pois dá força psicológica ao paciente, que passa pelo tratamento de forma muito mais positiva e confortável”, comentou o especialista.

A filha, Clemilda Soares Mendes, de 54 anos, explicou que a música sempre fez parte da vida do pai, desde criança, e que a fase de aceitação das doenças foi complicada para o pai, que sempre foi muito independente.

“Ele sempre foi muito ativo, sempre gostou de criar música. Tocava acordeon, que é o instrumento favorito dele, e percebemos que ele estava ficando irritado ao tocar. Foi quando descobrimos o Parkinson, que limita os movimentos e isso o deixava com raiva, e o Alzheimer”.

Argemiro, que antes vivia em Cachoeiro de Itapemirim, vai se mudar para a casa da filha, na Serra. Lá ele vai prosseguir com o tratamento e vai continuar tocando o seu instrumento, pois para Argemiro, a música é vida.


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“Dom musical que acalma”


Clemilda Soares Mendes, de 54 anos, filha do aposentado Argemiro Soares Pinho, 86, que ficou internado por 15 dias após sofrer um AVC, conta como o dom musical do pai o ajudou a superar as dificuldades do tratamento.

A TRIBUNA – Como foi para você, que é filha, lidar com toda a fase de diagnósticos e o AVC, que veio de repente?
Clemilda Soares – Meu pai sempre foi um homem ativo, vivia sozinho em Cachoeiro de Itapemirim desde o falecimento da segunda esposa dele. Mas de uns tempos para cá, percebemos que ele vinha tendo esquecimentos e problemas de coordenação. O AVC foi um susto, porque ele sempre foi saudável, trabalhou e não tem pressão alta.

Ele reagiu bem?
Para ele, a vida continua normal, mas para mim, há a necessidade de adaptar tudo. Ontem, passei o dia procurando cadeiras de banho, de rodas, tudo para ajudá-lo. Mas Deus deu a ele esse dom musical, que o acalma, conforta e o deixa muito feliz. Com a música, ele consegue fazer qualquer coisa.

Como a música ajudou no tratamento?
Música é uma coisa que ele nunca esquece e acredito que nunca vai esquecer, mesmo com a doença. É algo que o deixa tão feliz, que ele conseguiu passar pelo tratamento e encara bem qualquer adversidade. Ele tem uma bateria de remédios para tomar, mas com a gaita dele, enfrenta qualquer coisa.


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