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Os segredos do sexo
Regina Navarro Lins
Regina Navarro Lins

Regina Navarro Lins


Os segredos do sexo

Um manual escrito em 1720, com “os segredos do sexo”, banido na época, foi a leilão no Reino Unido. O autor, desconhecido, usava o pseudônimo de Aristóteles e oferecia várias recomendações aos britânicos do século XVIII.

Uma das recomendações
O manual diz que a aparência da criança depende completamente da imaginação da mãe. “Se as mulheres lançarem os olhos sobre corpos doentes, a força da imaginação poderia produzir uma criança com lábio cabeludo ou com a boca retorcida”.

Para evitar isso, durante a relação sexual, as mulheres devem encarar com gravidade o homem e “focar seu pensamento nele”. Assim, a criança pareceria com o pai — que, espera-se, não tenha lábios cabeludos ou a boca retorcida.

Aves cantoras
Embora nesse manual os conselhos sejam para os dois sexos, sempre o homem é considerado superior à mulher. A obra fala sobre os homens como sendo “a maravilha do mundo, a qual todas as coisas estão subordinadas”.

Os conselhos para eles são assim: “Homens que queiram espalhar sua semente, por sua vez, deveriam privilegiar uma dieta à base de raízes e de aves que cantam”.

Feministas suecas
As feministas suecas defenderam a tese de que a liberação sexual dos anos 1960 e 1970 eliminou proibições formais, mas sem com isso modificar em profundidade os esquemas tradicionais.

Elas denunciam como a literatura pornográfica ilustrava as relações homem-mulher. Em 1964, por exemplo, foi criada a revista Éxpédition 66, que pretendia ser o equivalente feminino da Playboy, oferecendo a suas leitoras alguns pin-up masculinos.

Mas por falta de leitoras e, principalmente, de modelos a revista durou pouco. Nina Estin, a redatora-chefe, se recusou, com uma honestidade bem sueca, a recorrer aos arquivos de revistas homossexuais.

A pornografia continuou visando a apenas uma clientela essencialmente masculina.

As interdições
Em Roma, há dois mil anos, havia três interdições sexuais para o homem: dormir com a própria irmã, dormir com uma sacerdotisa, ser passivo no sexo anal.

Essas três práticas foram atribuídas a tiranos como Nero e Calígula, mas os romanos acreditavam que fundamental era ser o ativo; era preciso sempre dominar. O sexo oral não era bem visto, considerado uma desonra para o homem por colocá-lo a serviço da mulher.

Nas pesquisas de Shere Hite
Muitas mulheres também evitam o sexo oral. A pesquisadora americana Shere Hite, no seu estudo sobre a sexualidade feminina, constatou que a maior preocupação da mulher quanto ao sexo oral é o cheiro.

Algumas respostas de mulheres obtidas nesse estudo: “Eu ainda não superei a ideia de que sou suja lá embaixo”; “Se eu fosse homem, nunca faria isso!”; Eu sempre fico preocupada se estou cheirando mal ou com uma aparência nojenta ali”; “Eu sinto que não cheira bem, não tem bom gosto. Tenho vergonha.”

Preconceitos
O sexo oral é alvo de dois tipos de preconceito: imoralidade e falta de higiene. Na nossa cultura judaico-cristã qualquer prática que não leve à procriação sempre foi condenada, e os genitais são, para muita gente, considerados uma parte suja do corpo, por sua proximidade com os órgãos de excreção.

Claro que nada disso tem fundamento. É sabido que a grande maioria do sexo que se pratica não é para a procriação, e com a higiene comum os órgãos sexuais podem ficar tão limpos e cheirosos como qualquer outra parte do corpo.

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