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Obcecados pelo amor
Regina Navarro Lins
Regina Navarro Lins

Regina Navarro Lins


Obcecados pelo amor

Nunca houve na História um período em que tanta gente considerasse o amor tão importante, nem pensasse tanto em amor, nem usasse tantas palavras para expressá-lo, como no século XX. As pessoas estão convencidas de que se não conhecerem o amor, a vida será desperdiçada.

Enfermidade?

“Homens e mulheres consideram o amor como sendo condição para uma vida feliz. O valor atribuído à vida emocional era tão alto, que se tornou moda entre os cientistas sociais considerar o amor como espécie de enfermidade”, diz o historiador americano Morton Hunt.

Os ideais equivocados do amor romântico

1. Há a convicção de que, para cada indivíduo, existe “um companheiro (a) certo”, que também é considerado como sendo o único no mundo, a espera de ser encontrado. É tarefa então de todas as pessoas solteiras esperar ou sair à procura, até que esse ser único seja localizado.
“Em algum lugar eu o encontrarei”, e em “algum lugar, neste mundo, ele está à sua espera” são apenas duas das várias centenas de expressões familiares dessa crença.

2. O significado do “ato de se apaixonar”. Em geral, presume-se que as pessoas se encontram distraídas e não preparadas para receber o ataque, que acontece de súbito, e com o máximo de força, seja à primeira vista, seja logo após; e então a vítima, ao que se supõe, cai, sem possibilidade de defesa, nas garras de uma vontade superior.

3. A ideia de que o amor é cego, e que a pessoa que ama nem observa as imperfeições da pessoa amada, seja de caráter, seja de beleza, nem as admite, quando lhe são apontadas.

4. O amor tudo conquista. A força poderosa do amor consegue derrubar todos os obstáculos, todos os raciocínios e todos os vínculos.

Supremacia masculina

Até os anos 1970, mesmo sendo capaz e talentosa, a mulher se sente insegura acreditando ser antinatural fazer uso de seus talentos. Afinal, ela ouvia muitos conselhos.

Na Inglaterra, a supremacia masculina se reinstala tão claramente que um guia dos anos 50, “Como ser uma esposa perfeita”, aconselha: “Sejam alegres... preocupando-se com o conforto dele trará grandes satisfações pessoais... Mostre sinceridade no desejo de agradar ... Fale com voz lenta, quente e agradável... Lembre-se que ele é o patrão e que por isso vais exercer sempre seu poder com justiça e habilidade... Não faça perguntas... uma boa esposa sabe reconhecer seu lugar.”

Busca da individualidade

A busca da individualidade caracteriza a época em que vivemos. A grande viagem do ser humano é para dentro de si mesmo. Cada um quer saber quais são suas possibilidades na vida, desenvolver seu potencial.

O amor romântico propõe o oposto disso; prega que os dois se transformam num só, havendo complementação total entre eles.

O desafio numa relação amorosa

A maioria das pessoas tem apenas um relacionamento íntimo, tido como monogâmico. Trata-se de uma relação fechada em que não se admite a presença de mais ninguém. Cada vez se torna mais comum uma das partes propor a abertura da relação — partir para uma relação não monogâmica.

Exigência de exclusividade

Preservar a própria individualidade começa a ser fundamental, e a ideia básica de fusão do amor romântico deixa de ser atraente porque vai no caminho inverso aos anseios contemporâneos.

O amor romântico já está dando sinais de sair de cena, e ao sair de cena está levando com ele a sua característica básica que é a exigência da exclusividade. Por isso, assistimos a tantas novas formas de amar surgirem.

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