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"O VAR não é vilão", afirma presidente da arbitragem da CBF

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"O VAR não é vilão", afirma presidente da arbitragem da CBF


Leonardo Gaciba, presidente da comissão de arbitragem da CBF (Foto: Antônio Moreira)
Leonardo Gaciba, presidente da comissão de arbitragem da CBF (Foto: Antônio Moreira)

Centro das discussões durante a temporada de 2019, o árbitro de vídeo terminou seu primeiro ano de uso no futebol nacional com avaliação positiva. Pelo menos na visão do presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, que esteve no Espírito Santo na sexta-feira (17) para dar palestra durante a pré-temporada dos árbitros do quadro da Federação de Futebol (FES), no 38º Batalhão de Infantaria, em Vila Velha.

Segundo Gaciba, o número de erros capitais como pênalti, cartão vermelho e impedimentos na Série A caiu de 188 em 2018 para 36 em 2019. Em entrevista exclusiva para o jornal A Tribuna, o ex-árbitro, que assumiu em abril do ano passado o comando da arbitragem nacional, adiantou que estão sendo estudadas novidades no uso da tecnologia para 2020.

A TRIBUNA — Podemos chamar de “polêmico” o primeiro ano de uso do VAR?
LEONARDO GACIBA — O VAR não é o vilão. Eu não posso achar que uma ferramenta que diminuiu em 80% os erros no futebol de polêmica. Vamos cometer erros? Vamos, somos humanos. Mas nossa grande intenção é melhorar o árbitro de campo. Quando tivermos árbitros melhores em campo, menor será o uso do VAR.

Estão sendo estudadas mudanças e aprimoramentos?
Fizemos um teste no jogo entre Bahia e Vasco, em Salvador, na 37ª rodada com a sala do VAR fora do estádio. O árbitro de vídeo estava no Rio de Janeiro. Acompanhei o teste e foi positivo. Imagem com velocidade e qualidade, e comunicação perfeita. É um desafio, pois o Brasil é grande e para mudar temos que ter segurança. Não correremos o risco de parar uma rodada por um problema de fibra ótica.

Você considera que hoje os jogadores e técnicos já entendem melhor as formas de utilização do VAR?
O VAR no segundo turno do Brasileiro já teve uma outra aceitação. O número de reclamações caiu bastante. Mas nossa grande intenção é melhorar o árbitro de campo. Quando tivermos árbitros melhores dentro do campo, com melhores performances, menor será o uso do vídeo. Hoje o arbitro de vídeo se tornou um desejo de todo clube que disputa uma competição que não tenha árbitro de vídeo.

Cobra-se a divulgação dos áudios e vídeos analisados.
Pretendemos informar nos telões do estádio o que está sendo analisado. Não implantamos em 2019 porque nem todo estádio tem telão. Essa inovação depende da aprovação dos clubes. Podemos mostrar as imagens checadas. Já o áudio não é importante. Em países que o áudio foi aberto, acabou não sendo uma experiência feliz. Analisavam mais o que era falado do que a imagem em si. O arbitro é de vídeo, não de áudio (risos).

Questiona-se também se todos os lances são revisados.
A pessoa em casa não sabe, mas todos os lances capitais são analisados, e em 90% existe concordância entre o marcado em campo e o que é analisado pelo VAR. Aí simplesmente mandam o lance seguir. Fica a impressão que não houve checagem, mas houve. E mais: muitas imagens usadas para checagem não são as mesmas que a transmissão da TV leva ao ar.

Como foi avaliado o tempo gasto para a revisão dos lances?
A primeira reclamação que surgiu foi o tempo de resposta. Evoluímos. Começamos o Brasileirão com uma média de 2min30 e terminamos com 1min29. Na Liga dos Campeões é 1min30, ou seja, estamos na média internacional.

O VAR será usado em outras competições além da Série A?
Na Copa do Brasil será usado a partir das oitavas de final. Teremos nas finais da Copa do Nordeste e da Copa Verde. Analisaremos a viabilidade de usar em momentos da Série B e nos mata-matas da C e D, em jogos que valem o acesso.

O VAR mudou a forma de se analisar a arbitragem no futebol brasileiro?
Até 2018 a gente falava em gol de mão, impedimento de dois metros, pênaltis escandalosos. Hoje se discute interpretação, se foi ou não mão na bola, se um atleta impedido teve atuação ativa. Acabamos com os erros claros e óbvios.

O uso do VAR na Premier League foi apontado como um exemplo. Tem algo que dá para ser inspirado na experiência de lá?
O árbitro de vídeo na Inglaterra teve um processo de implantação bem diferente. Foram feitos dois anos offline de treinamento antes de ser aplicado no ano passado. Mas, no decorrer do campeonato, as críticas foram aumentando, a ponto de se discutir parar de usar o VAR. Aqui o processo é inversamente proporcional. Fomos aprimorando aos poucos.

Mas existe algum intercâmbio de ideias com outros países para realizar um aprimoramento da tecnologia?
O VAR continua sendo um experimento, e todas as experiências são válidas. Realizamos dois workshops mundiais por ano juntando todos os países que utilizam o VAR e trocamos experiências.

Hoje o árbitro pode atuar no campo em uma rodada e, na seguinte, ser assistente de vídeo. Existe um planejamento para que o árbitro do VAR passe a ser uma função especializada?
Cada vez mais a especialização vai acontecer, como hoje funciona entre árbitro central e assistente (bandeirinha). Quem é arbitro é sempre árbitro, quem é assistente será sempre assistente, não trocam de funções. Vamos caminhar para, daqui a algum tempo, o arbitro de vídeo ter uma função específica. O que acontece é que em competições internacionais não existe essa distinção, então, quando a Fifa solicita um árbitro meu, eu preciso entregar um que seja experimentado nas duas funções.


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