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O retrocesso e os desafios na educação no pós-pandemia
Tribuna Livre

O retrocesso e os desafios na educação no pós-pandemia

Numa segunda-feira à noite, cerca de 60 jovens se reuniram no plenário da Findes para ouvir e debater sobre os desafios da educação no século XXI e no pós-pandemia. Em uma mesa redonda com o deputado federal Felipe Rigoni, a secretária de educação de Vitória, Juliana Rohsner, subsecretário do Meio Ambiente de Vitória, Breno Panetto, e o executivo de Educação do ES em Ação Luciano Gollner discutimos as dificuldades nos próximos anos.

Na concepção dos integrantes da mesa, a situação da educação neste cenário pós-pandemia é preocupante. O aumento da evasão escolar praticamente quadruplicou, com a suspensão das atividades escolares presenciais.

Falta de equipamentos e internet estão entre os principais problemas enfrentados pelos alunos e professores da rede pública de ensino. Mas sabemos que muitos outros fatores contribuem para este desligamento.

Desde a oportunidade de alimentação equilibrada, até o incentivo e auxílios das famílias nas atividades escolares. E, após se distanciarem do processo educacional, muitos terminam por não retornarem à escola.

E, para completar este cenário de catástrofe, sabemos que mesmo os alunos que permanecem matriculados nas escolas tiveram uma queda desastrosa no aprendizado. Pesquisas avaliam que a educação em nosso País teve um atraso de 10 anos na sua evolução.

Por outro lado, nosso corpo docente teve um avanço tecnológico fenomenal neste período, indo de professores que não tinham sequer um e-mail e hoje dão aulas ao vivo e conseguem utilizar várias plataformas de aprendizagem. Este avanço chegou para ficar e surpreende inclusive aos protagonistas deste processo.

Conforme Juliana Rohsner, secretária de Educação de Vitória, relata, hoje, o maior desafio da capital, e de muitos outros municípios do Estado é a gestão dos recursos destinados à educação.

Atualmente, a capital conta com um satisfatório investimento por aluno, sendo que, no ano de 2018, o custo de cada um foi superior a R$ 8 mil ao ano.

E, apesar disso, Vitória esteve entre os 15 piores índices do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) no mesmo ano, para turmas de 4ª série/5º ano do Ensino Fundamental.

Uma situação mais desastrosa foi o caso de Presidente Kennedy que neste mesmo ano ultrapassou o investimento de R$ 26mil por aluno/ano e ainda assim, não esteve nem mesmo entre os dez primeiros lugares do Estado. Do outro lado, tivemos Mantenópolis, que com valor per capta 4 vezes menor conseguiu liderar este ranking do MEC e deve ser grande exemplo para outros municípios.

Ao cruzarmos os dados do Anuário de Finanças dos Municípios Capixabas com os índices de ensino do Ministério da Educação (MEC), constatamos que, até o momento, não há relação direta entre aumento dos investimentos e melhoria no resultado de aprendizado.

Precisamos entender onde está o gargalo da educação, para melhor aplicar estes recursos.

Suzana Almeida é psicóloga e pedagoga, especialista em Gestão Escolar e membro do Cindes Jovem.

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