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“O medo pode ser aliado”, diz psicoterapeuta

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Saúde e bem-estar

“O medo pode ser aliado”, diz psicoterapeuta


Adriana Weitzel ensina que, mesmo com medo, é preciso seguir em frente (Foto: Divulgação)
Adriana Weitzel ensina que, mesmo com medo, é preciso seguir em frente (Foto: Divulgação)

Ter medo causa sintomas semelhantes a uma crise de ansiedade ou estresse. Mas, apesar da sensação ruim de respiração curta, taquicardia e boca seca, os especialistas afirmam que o medo pode ser aliado e não inimigo.

“O medo pode ser aliado da gente. Mas é preciso saber lidar com essa emoção que vem e entender que, muitas vezes, a gente vai com medo mesmo, mas que precisamos ir”, frisou a psicoterapeuta e master em Programação Neurolinguística Adriana Weitzel.

Ela expôs que é preciso entender a mensagem do medo e agir para que ele não trave as ações.

“As pessoas encaram o medo como um inimigo, como um problema, como se tivesse de se livrar do medo. Quando, na verdade, o mais inteligente é lidar com eles. Usá-lo como força para melhorar”.

A psicóloga Nataly Martinelli diz que as pessoas se cobram muito por sentir medo. “Mas essa é uma emoção normal. Não é preciso se livrar do medo e, sim, colocá-lo no seu devido local. O medo é um sentimento de proteção, sinônimo de cuidado e não de prisão”.

Ela acrescenta ainda que a vontade de ter tudo sob controle pode gerar ansiedade. “Tudo bem ter medo. Não deve ser inimigo. Mas é importante verificar se esse medo evolui e passa a comprometer o dia a dia. Se isso acontece, tem o risco de se tornar uma fobia, um medo exagerado”.

A especialista em inteligência emocional Dayane Perin explica que o medo é um estado fisiológico. Ou seja, faz parte do nosso sistema.

“É desagradável, mas ele é excelente! O medo é a preparação do nosso organismo para nos defender de uma situação de perigo. Nosso corpo libera uma sucessão de hormônios, incluindo a adrenalina, o que fisiologicamente nos deixa em estado de alerta”.

O problema é quando as pessoas não conseguem passar, de uma forma construtiva, por essa sensação de medo, de acordo com a psiquiatra Letícia Mameri. “Dessa forma o medo vira um agente imobilizador. As pessoas não conseguem fazer nada, presas dentro do medo, com preocupação excessiva”.

Para ela, o certo é usar esse temor para elaborar pensamentos mais ativos. “Atitudes objetivas, racionais. O temor tem de ser trazido para o concreto. Não pode paralisar”.

A psicóloga Percília Alvarenga, do Psico.Online, destacou que o medo pode se transformar em fobia quando compromete as nossas relações sociais e causa sofrimento. “Vira uma patologia quando ultrapassa a escala do alarme, gerando ansiedade e angústia exageradas. É preciso pedir ajuda”.

Fobia de falar em público é comum

O medo de falar em público é bastante comum e, em casos extremos, a pessoa pode até ter crise de ansiedade nesse momento. Além disso, o medo de estar em frente de uma plateia pode ser sintoma de fobia social, que tem crescido, segundos os especialistas.

A psicóloga Nataly Martinelli destaca que um estudo britânico mostrou que o receio de falar em público era o maior medo das pessoas.

“Supera até o temor de viver com problemas financeiros e receio em relação a mortes e doentes. As pessoas têm dificuldades de aprender a lidar com os julgamentos. Houve um impacto grande na questão da fobia social por causa da pandemia. Quem já tinha sintomas viu o problema aumentar ao ficar em isolamento social em casa”, destaca Nataly.

Estudos mostram que cerca de 20% das pessoas têm transtorno de ansiedade, ou seja, passam o tempo inteiro com medo de alguma coisa, como é o caso da fobia, explicou a especialista.

“Uma das fobias mais comuns que atendo são as sociais. Trata-se do medo de interação social com outras pessoas”.

Além dessa, a psicóloga destaca ainda que claustrofobia (medo de lugares fechados), nomofobia (de ficar sem tecnologia) e fobia hospitalares (de agulha, sangue, dentista) têm sido frequentes.

A realidade de demandas da psicóloga Monique Nogueira mostra que o medo de contrair a Covid-19 está em primeiro lugar hoje.

O medo de estar perdendo algo também tem afligido muita gente durante o isolamento social. De acordo com pesquisadores da Universidade do Estado de Washington, nos EUA, esse receio está ligado a aspectos de autopercepção, solidão, baixa autoestima e baixa autocompaixão.

A psicóloga que atua pela Pró-Saúde, no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), Priscila Saiter, explica que o medo está presente em muitas situações do dia a dia. “Seja nas relações com o próximo ou ainda mediante a situações desagradáveis que vivenciamos. Ele também é construído socialmente, conforme a cultura e o meio que o sujeito está inserido, bem como faixas etárias”.


MEDO NO CORPO


Reações do organismo ao temor e às fobias

Amígdalas cerebrais

  • São estruturas bastante primitivas, associadas à autopreservação. Elas são essenciais para a habilidade de sentir e perceber diversas emoções.

Perigo

  • O cérebro percebe algum perigo, estimulação aversiva, que pode ser física ou mental, de pensamentos.

Ativação

  • Essa estimulação ativa a região do cérebro chamada amígdalas, que desencadeia o mecanismo de luta ou fuga. Há uma liberação de hormônios, como a adrenalina, no nosso sistema nervoso central, que causa imediata aceleração dos batimentos cardíacos e alteração da respiração.

Alarme

  • A sensação de que algo ruim pode acontecer toma conta dos pensamentos, como se tocasse um alarme avisando do perigo.

Corpo aterrorizado

  • As pupilas se dilatam
  • Os pelos ficam arrepiados
  • Produção de saliva diminui
  • Pressão sanguínea e frequência cardíaca sobem
  • Brônquios se dilatam para produzir mais oxigênio
  • Os vasos sanguíneos da pele se contraem, causando suor
  • e tremores
  • Ocorre a contração dos músculos, o que pode causar dores depois
  • Agitação

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