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O corpo
Regina Navarro Lins
Regina Navarro Lins

Regina Navarro Lins


O corpo

O corpo

O culto do corpo da Antiguidade (4000 a.C. a 476 d.C) cede lugar, na Idade Média (séculos V ao XV), a uma derrocada do corpo na vida social. Para gregos e romanos, o nu masculino era considerado exemplo da perfeição humana. Essa visão mudou após o Cristianismo.

Vergonha e culpa

No mundo ocidental, o corpo passou a ser visto como inimigo do espírito. Aprendemos a nos sentir envergonhados e culpados por ele, principalmente pelos órgãos sexuais e suas funções. Há muito tempo nos ensinam que imagens do corpo humano nu, particularmente experimentando o prazer sexual, são obscenas.
E mesmo quando se consegue rejeitar conscientemente todo esse moralismo, a mensagem negativa é absorvida sem que se perceba. E o sexo sendo visto como algo tão perigoso leva a maioria a renunciar à própria sexualidade, ficando quieta no seu canto.

Renúncia à sexualidade

Embora a maioria já não acredite que o sexo em si seja algo tão mau, de forma inconsciente ele continua sendo vivido como algo perigoso. Há até quem acredite ser o sexo uma coisa pouco humana.
Não é de admirar que tanta gente renuncie à sexualidade e que a atividade sexual que se exerce na nossa cultura gere tantos conflitos.

Recomendações

Um francês, Dr. Nicolas Venette (1633-1698), rompe com a tradição vigente. Publica, em 1686, Quadro do amor conjugal. O livro tem imensa influência em toda a Europa; mais de 30 edições e traduções para diversas línguas.
O médico afirma que a simples visão de um pênis enlouquece a mulher de desejo, mas ele admite que o desejo intenso é partilhado igualmente pelos dois sexos.
Para ele, o homem jovem é um devasso e a mulher busca o amor constantemente, porque seus órgãos genitais a tornam insaciável. Ele recomenda a primavera como a melhor ocasião para o sexo. O inverno tende a congelar os órgãos genitais e também arrefece o ardor da maioria das mulheres. O verão e outono são aceitáveis, embora não muito favorecidos.

A imaginação do Dr. Venette

O Dr. Venette observava que o fígado, contendo fogo e enxofre, era a sede do amor. Os homens, com impulsos sexuais fortes, se satisfazem e se esgotam mais depressa.
Eram tidos como possuidores de rins tão ardentes que inflamavam os órgãos vizinhos e ressecavam o crânio, causando assim a calvície prematura.
O homem de nariz grande, ao que observa o médico, terá grande órgão sexual. As mulheres, para ele, são caprichosas, ciumentas, vaidosas e menos capazes de se controlar. As com seio flácido são geralmente lascivas.

Em busca do amor romântico

Há alguns anos, uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde concluiu que os sintomas de depressão, mudanças de humor e ansiedade são mais frequentes entre as mulheres do que entre os homens, principalmente se estão casadas.

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