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O amor em cada época se apresenta de uma forma
Regina Navarro Lins
Regina Navarro Lins

Regina Navarro Lins


O amor em cada época se apresenta de uma forma

É comum se pensar no amor como se ele nunca mudasse. Mas a forma que amamos é construída socialmente, e em cada época e lugar se apresenta de um jeito. Crenças, valores e expectativas determinam a conduta íntima de homens e mulheres.

A idealização no amor romântico
O amor romântico, que povoa as mentalidades desde meados do século XX, é calcado na idealização. Você idealiza a pessoa amada e projeta nela tudo o que gostaria que ela fosse.

Atribui a ela características de personalidade que na verdade ela não possui. Não se relaciona com a pessoa real, mas com a inventada de acordo com as próprias necessidades.

Expectativas que não se cumprem

No amor romântico há um conjunto de expectativas e ideais, como por exemplo:

Fusão: Há uma complementação total entre os que se amam;

Os dois se transformam num só;

Cada um terá todas as suas necessidades atendidas pelo outro;

O amado é a única fonte de interesse do outro;

Qualquer atividade só tem graça se a pessoa amada estiver presente;

Todos devem encontrar um dia a “pessoa certa”;

Quem ama não sente desejo sexual por mais ninguém.

Surge o desencanto
O resultado dessas crenças na vida a dois é o seguinte: cada um imagina o outro como na realidade ele não é, e espera dele coisas que ele não pode dar.

Por isso, esse tipo de amor não resiste à convivência diária do namoro ou do casamento. Nessa convivência, a excessiva intimidade torna obrigatório enxergar o parceiro como ele é — com coisas que você gosta e outras que você não gosta — e a idealização não tem mais como se sustentar.

Aí, o desencanto é inevitável.... traz sofrimento e a sensação de ter sido enganado. Quando percebemos que o outro é um ser humano e não a personificação de nossas fantasias, nos ressentimos e geralmente o culpamos.

Sobre a fidelidade
A escritora uruguaia Carmen Posadas diz: “A paixão é possessiva, exclusiva. Possui e retém. Mas, como é impossível possuir o outro por completo, inventaram a fidelidade, que no fim das contas é uma reciprocidade possessiva.

Cada membro do casal compromete-se a ser fiel ao outro para não perdê-lo, para assegurar-se de que ‘está atado e bem atado””

A posse do outro
É difícil entender porque uma pessoa se comporta como dona de outra e porque alguém aceita ser propriedade de outra. Há os que se iludem com a ideia de que é possível encontrar a complementação por meio da relação com outra pessoa.

Mas ninguém completa ninguém. Sem perceber é comum se reeditar inconscientemente com o parceiro nossas necessidades infantis. Dessa forma, passamos a considerar o outro tão indispensável à nossa vida, que a possessividade e o cerceamento da liberdade sobrecarregam a relação.

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