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Novembro Azul: evolução no combate ao câncer de próstata
Tribuna Livre

Novembro Azul: evolução no combate ao câncer de próstata

Cláudio Borges é urologista e professor da Ufes. (Foto: Divulgação)Cláudio Borges é urologista e professor da Ufes. (Foto: Divulgação)

Sociedades de Urologia pelo mundo afora recomendam a realização de exames para detecção precoce do câncer de próstata e, no mês de novembro, nós lembramos a comunidade da importância disso.

A estratégia mais aceita para prevenção é simples: consulta periódica, realização de exame de sangue com dosagem sanguínea do PSA e toque retal da próstata.

O câncer de próstata é o tumor maligno mais frequente em homens (depois do câncer de pele não-melanoma). Antes da disseminação do uso do PSA, na década de 70, a mortalidade por esse tipo de câncer atingia até 50% dos pacientes diagnosticados.

Em outubro de 2011, uma força tarefa do governo americano, amparada em estudos com falhas metodológicas graves, recomendou contra o rastreamento.

Estive presente no congresso americano daquele ano e houve muita agitação contrária a esse posicionamento, da qual destaco a indignação do Dr. William Catalona, considerado uns dos descobridores do PSA.

Como era de se esperar, o resultado dessa força tarefa foi uma rápida elevação das taxas de doença e mortalidade, levando, em 2018, a uma revisão da recomendação anterior e ao retorno do rastreamento.

Atualmente, com a evolução dos métodos diagnósticos, por meio de ressonância magnética multiparamétrica e refinamentos do PSA, conseguimos selecionar melhor os pacientes para realização de biópsia, minimizando complicações e evitando o diagnóstico de doença de baixa agressividade (que pode não necessitar de tratamento imediato).

O rastreamento e a detecção precoce são fundamentais na luta contra o câncer de próstata, portanto homens a partir de 50 anos devem fazer os exames, mesmo sem apresentar sintomas. Quem for de grupo de risco (homens negros ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata) deve começar os exames periódicos antes, a partir dos 45 anos. Após os 75 anos, somente homens com perspectiva de vida maior do que 10 anos devem fazer essa avaliação.

Quando falamos em tratamentos, pacientes com doença de baixo risco têm a opção do seguimento vigilante com exames de PSA, toque retal seriados, ressonância magnética e biópsia, para se averiguar a progressão da doença.

Hoje, os pacientes com doença inicial submetidos a tratamento têm grandes possibilidades de cura. As principais formas de tratamento são a cirurgia e a radioterapia, que deverão ter seus aspectos amplamente discutidos entre o urologista e o paciente, com a escolha do método mais apropriado para o indivíduo.

Entre os tratamentos minimamente invasivos temos a cirurgia robótica, viabilizando uma recuperação mais suave e menos dolorosa ao paciente, menor tempo de internação e menor chance de sangramentos.

A visão magnificada e tridimensional da técnica robótica também permite ao cirurgião identificar estruturas anatômicas importantes, para preservação da função erétil e continência urinária.

Devemos deixar o tabu de lado e sensibilizar nossos entes queridos sobre a importância do rastreamento do câncer de próstata e dos cuidados com a saúde em geral. Cuidem-se!

CLÁUDIO BORGES é urologista e professor da Ufes.

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