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Nova série da Netflix tenta, sem sucesso, emular magia de "Sex and the City"
Claquete

Nova série da Netflix tenta, sem sucesso, emular magia de "Sex and the City"

Valeria, série da Netflix (Foto: Reprodução/ YouTube Netflix)
Valeria, série da Netflix (Foto: Reprodução/ YouTube Netflix)
Por Úrsula Passos (Folhapress)

Um seriado em que a personagem principal é uma escritora na casa dos 30 anos moradora de uma grande cidade. Sentada à mesa de casa, ela encara seu notebook em busca de inspiração. Às vezes, também escreve em um café. E, ao cair do dia, encontra três amigas para falar de relacionamentos e sexo. Esse é, mais ou menos, o resumo de "Valeria", o novo seriado espanhol da Netflix.

Difícil imaginar uma série que se passe em um escritório qualquer com um chefe sem-noção sem pensar em "The Office", ou uma em que amigos são vizinhos de porta num prédio sem pensar em "Friends". Pois também fica difícil assistir a "Valeria" e não pensar em "Sex and the City". Os roteiristas e criadores têm de aceitar que algumas séries já colocaram o sarrafo muito alto em suas linhas gerais temáticas.

Estão ali a amiga tímida e romântica, a louca por sexo falastrona e a advogada competente travada.

Estamos, porém, longe da era do desbunde da qual Carrie era um símbolo, mas sim na Madri pós-crise de 2008. No lugar de drinques em bares da moda, cervejas na calçada e festas em apartamentos. No lugar de Manolos Blahniks e Chanéis, tênis e combinações coloridas saídas da H&M.

Estamos agora, também, na era do Whatsapp e do Tinder, que desempenham um papel importante na trama.

A série abusa do recurso já manjado de troca de mensagens que aparecem na tela.

"Valeria", nome da protagonista, é baseada numa série de quatro livros -e um spin-off- de 2013 da escritora espanhola Elísabet Benavent, que começou com autopublicação na internet e, ainda não traduzida no Brasil, alcançou um grande sucesso de vendas. A adaptação é divertida, cheia de cores e de belas locações, e tem mais cenas de sexo do que a série das nova-iorquinas. Há, também, uma tentativa de representar uma maior diversidade, já que uma das amigas é lésbica, mas o resultado é tímido: todas são brancas e nenhuma é imigrante, por exemplo.

Embora o elenco feminino seja excelente e consiga entregar um entrosamento crível para amigas de 30 anos confusas com o futuro, os atores homens principais têm atuação sofrível, exalando uma sensualidade juvenil, cheia de olhares estranhos, que remete a "Crepúsculo". Os diálogos parecem, por vezes, saídos de postagens de redes sociais e manuais do politicamente correto, deixando pouco espaço para a polêmica.

No fim, dá mesmo é aquela vontade de fazer um Cosmopolitan e pegar os DVDs das temporadas de "Sex and the City".

VALERIA

  • Onde: Disponível na Netflix
  • Elenco: Diana Gómez, Silma López, Paula Malia e Teresa Riott
  • Direção: Inma Torrente e Nely Reguera
  • Avaliação: Regular

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