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No mês da Consciência Negra, Palmares não pode negar Zumbi
Tribuna Livre

No mês da Consciência Negra, Palmares não pode negar Zumbi

Interminável ano de 2020. Nem o maior dos incrédulos, poderia imaginar que depois dos “anos de chumbo”, estaríamos vivenciando tempos tão difíceis. Tentativas, após tentativas, de se desconstruir os avanços importantes da nossa jovem democracia brasileira. A cultura nacional é tratada por uma secretaria inoperante.

Como se não bastasse, a Fundação Cultural Palmares, entidade cujos seus objetivos sempre foram a defesa da cultura negra, promovendo políticas culturais igualitárias e inclusivas, valorizando as manifestações artísticas e culturais negras, presidida por Sergio Camargo, está totalmente ideologizada, com conceitos “bizarros”, alienados, negando o legado de Zumbi, promovendo um verdadeiro desmonte das conquistas alcançadas desde a sua fundação em agosto de 1988.

Provocando manifestações de revolta de toda a comunidade afro-brasileira.

Uma portaria assinada recentemente na Palmares, tem como objetivo, segundo Camargo, de “moralizar” a lista de personalidades negras da Fundação Palmares, sendo excluídos por “critérios de mérito e nobreza de caráter” (sic), nomes vivos como: Gilberto Gil, Martinho da Vila, Elza Soares, e daqui para frente, só farão parte homenagens póstumas.

Com tantas medidas e ações a serem realizadas em prol da nossa cultura negra, nos perguntamos: qual o real motivo do presidente Camargo gastar tanta energia e trabalho de uma importante entidade pública brasileira? - retirando de forma arbitrária, sem o menor fundamento, homenagens justas de personalidades que muito fizeram, e fazem pela arte e a cultura do Brasil.

No mês da Consciência Negra, atribuído às comemorações do dia da morte de Zumbi dos Palmares, 20 de novembro 1695, um dos maiores líderes negros do Brasil, que lutou pela libertação do nosso povo preto, registramos com saudade os 40 anos da morte de Agenor de Oliveira (1908 – 1980).

Carioca pobre, mesmo assim ignorou a sua condição social usando o chapéu-coco, ficando conhecido como “aquele da cartola”. Por isso Agenor passou a ser Cartola -, e é assim que identificamos um dos maiores compositores da música brasileira, de rara sensibilidade, capaz de com a sua música, pura poesia, comover desde a gente simples, os críticos musicais e músicos eruditos. Inovou o samba.

Só gravou o seu primeiro disco aos 66 anos de idade, e logo na primeira faixa, “Disfarça e Chora – Chora, disfarça e chora. Aproveita a voz do lamento. Que já vem a aurora...”

No território brasileiro concentra-se a maior população africana fora da África. E é exatamente por conta desse motivo que a cultura oriunda desses povos, que foram brutamente escravizados, exerce uma grande influência na musicalidade brasileira. Não podemos portanto, permitir que Palmares negue Zumbi. “Aproveita a voz do lamento, que já vem a aurora...”

Manoel Góes Neto é escritor e diretor no IHGES.

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