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No Dia da Enfermagem, profissionais relatam rotina de coragem e esperança

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Saúde

No Dia da Enfermagem, profissionais relatam rotina de coragem e esperança


Técnicas de Enfermagem Maria Júlia e Maria Vicência com a enfermeira Tamara: trabalho em equipe no hospital (Foto: Divulgação)
Técnicas de Enfermagem Maria Júlia e Maria Vicência com a enfermeira Tamara: trabalho em equipe no hospital (Foto: Divulgação)

Na data em que é comemorada o Dia da Enfermagem, profissionais que estão atuando na linha de frente no enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19) citam palavras que retratam a rotina deles: coragem e esperança.

Tamara Araújo Oliveira, enfermeira que trabalha no setor de internação da Covid-19 do Vitória Apart Hospital, na Serra, fala sobre o seu desafio.

“Diariamente, são muitas lições, não só relacionadas ao trabalho, mas também de vida. Aprendemos sobre a importância de valorizar pequenos momentos, de valorizar apenas a presença do outro no mesmo ambiente. O dia a dia é puxado e temos nos nossos colegas de trabalho a força e a inspiração para continuar atuando. A luta pela vida e as vitórias motivam e são fontes de energia”.

Enfermeiro por vocação, Nilton Rosa Vieira Júnior afirmou que, neste momento de pandemia, o que mais o preocupa é a carga de trabalho. Ele também falou sobre a comoção das pessoas. “Somos aplaudidos na porta dos hospitais, nos prédios e isso é emocionante”.

Maria Júlia Machado Tebaldi, técnica de enfermagem do Vitória Apart Hospital, disse que o dia a dia na UTI de pacientes com Covid-19 é intenso e a integração da equipe e o cuidado que um tem com o outro são fundamentais.

Já Maria Vicência, técnica de enfermagem afirmou: “Aprendi a sorrir com os olhos, a me mostrar mesmo de máscara e me enxergar além do que olhos veem. Olho para o paciente e sei e que ele é o amor de alguém, tem uma família. Então, além de todo o cuidado profissional, dou meu amor, meu colo”.

Há profissionais da saúde que estão entrando para as estatísticas dos casos confirmados. O Conselho Regional de Enfermagem do Estado intensificou as fiscalizações nessa semana para verificar em que condições a assistência de enfermagem está sendo prestada.

Com 29 anos de profissão, a técnica em enfermagem Ana Maria de Assis, 49, está afastada de seu trabalho desde o dia 16. Diagnosticada com a Covid-19, ficou internada por seis dias.

“Metade dos meus pulmões estava comprometida. Foi angustiante. O medo tomou conta de mim. Medo de morrer, de deixar minha família e o maior de todos: de ter transmitido para eles”.

“As nossas conquistas são comemoradas todos os dias”

Poliana coordena grande equipe (Foto: Acervo pessoal)
Poliana coordena grande equipe (Foto: Acervo pessoal)
Coordenando uma equipe de mais de 1.500 enfermeiros e técnicos de enfermagem, Poliana Petersen, 33 anos, que é diretora assistencial do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra – referência em casos do novo coronavírus – contou sobre a rotina de quem está auxiliando na missão de salvar vidas.

A Tribuna – É o maior desafio da sua carreira?
Poliana Petersen – Tem sido o maior desafio da minha profissão e graças a Deus a gente tem tido conquistas diárias e comemorado cada conquista.

Com essa pandemia todas as conquistas devem ser comemoradas.

Tem sido um desafio muito grande, mas Deus capacita e a gente procura também todos os meios de capacitação.

Como está a sua rotina? Você tem filhos?
Eu tenho um filho de 9 anos (Pedro Petersen Nascimento). Ele tem ficado com os meus pais porque ele tem a imunidade mais baixa, nasceu prematuro... E pela própria atividade que eu estou tendo que fazer, uma dedicação mais exclusiva para a instituição, ele está ficando com a minha mãe, desde o princípio da pandemia.

Ontem (domingo), o Dia das Mães foi sem abraçá-lo?
Foi de longe, não posso falar muito senão começo a chorar. Mas foi bom porque eu consegui vê-lo, mesmo que de longe. Ele ficou na varanda (3º andar) e eu embaixo.

Acho que a pandemia veio para ensinar a gente muita coisa, novos valores, potencializar a força da família, a força de amor pelo próximo. É um momento de distância, mas foram tantos outros momentos de presença, que não apagam. Tudo o que a gente faz por amor é recompensado. Eu amo a minha profissão e faço tudo por amor.

Da mesma forma que eu amo o meu filho, ele precisa estar seguro e eu preciso garantir vidas aqui dentro, tanto dos meus profissionais quanto dos meus pacientes. Eu faço de tudo e mais um pouco por eles, não meço esforços.

Vocês comemoram cada vitória, mas como é quando o paciente não consegue vencer essa batalha?
Olha, é um sentimento de tristeza, mas a certeza de que tudo o que a gente podia ter feito, foi feito.

Em defesa da vida

A enfermeira Fabiana Marques Constilher Santos (Foto: Acervo pessoal)
A enfermeira Fabiana Marques Constilher Santos (Foto: Acervo pessoal)
Experiência transformadora
“Atuo há 12 anos como enfermeira de UTI e reconheço que estou vivendo uma experiência transformadora e única durante a pandemia. Esse trabalho requer da gente mais do que experiência, mas coragem e cuidado. A cada plantão, encaro um novo desafio, tenho um novo aprendizado. Nunca saio de um plantão igual eu entrei antes, a evolução é permanente”.

O relato é de Fabiana Marques Constilher Santos, enfermeira do Vitória Apart Hospital. “O envolvimento de todos da equipe nos motiva a fazer o melhor, num exercício diário de autocuidado e empatia. Enxergamos como o ser humano é frágil e como precisa do outro”.

Fé e proteção
Enfermeira no Pronto Atendimento de Anchieta, no Sul do Estado, Bárbara Simoni Bravin, de 29 anos, revela que a comemoração do Dia da Enfermagem, este ano, será trabalhando. “Em meio a essa loucura que estamos vivendo, a cada entrada no plantão, visto minha coragem, peço proteção a Deus e sigo firme na esperança de dias melhores. Em nenhum momento me arrependo de ter escolhido enfermagem como profissão, pelo contrário, tenho muito orgulho”.

Por várias vezes ela testou negativo, mas viu vários colegas testarem positivo. “O sentimento que fica é o de medo e ansiedade, pois somos o primeiro contato do usuário quando ele chega na unidade. Fazemos toda essa triagem. Contudo, sabemos que nossa profissão exige isso”.

Enfermeira no Pronto Atendimento de Anchieta, no Sul do Estado, Bárbara Simoni Bravin (Foto: Acervo pessoal)
Enfermeira no Pronto Atendimento de Anchieta, no Sul do Estado, Bárbara Simoni Bravin (Foto: Acervo pessoal)

Momento desafiador

Thais Pereira Costa Almeida, enfermeira de Educação Continuada do Hospital Evangélico de Vila Velha (Foto: Acervo pessoal)
Thais Pereira Costa Almeida, enfermeira de Educação Continuada do Hospital Evangélico de Vila Velha (Foto: Acervo pessoal)
Para Thais Pereira Costa Almeida, enfermeira de Educação Continuada do Hospital Evangélico de Vila Velha, o momento tem sido desafiador para todos. “No início da pandemia, as informações mudavam com muita rapidez e a todo momento tínhamos de nos atualizar para prestar uma assistência segura aos pacientes. A nossa rotina mudou, pois os cuidados são bem mais intensos no trabalho e fora desse ambiente”.

Ela comentou da motivação: “Lembrar que foi para cuidar do outro que me dediquei durante várias horas de estudo e abdiquei de momentos de lazer com minha família para hoje aplicar todo o meu conhecimento”.

Sobre desafios, ela diz que o maior é ter o trabalho reconhecido.


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