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“Não sou galã, sou palhaço!”

Entretenimento

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“Não sou galã, sou palhaço!”


Há 10 anos o ator, dublador, humorista e apresentador Marco Luque era apontado pela revista Istoé Gente como um dos 25 homens mais sexy do Brasil. Para ele, mais um motivo para dar boas risadas, já que a vaidade passa longe!

Marco Luque: “Gosto muito de fazer personagens porque eu me escondo atrás. Gosto de brincar com meu lado humano. Sou um cara tímido. Juro! Com meus personagens, consigo vencer a timidez” (Foto: Divulgação/Pedro Dimitrow)
Marco Luque: “Gosto muito de fazer personagens porque eu me escondo atrás. Gosto de brincar com meu lado humano. Sou um cara tímido. Juro! Com meus personagens, consigo vencer a timidez” (Foto: Divulgação/Pedro Dimitrow)


“Não sou galã, sou palhaço!”, frisou, aos risos, o paulista de 45 anos, comentando sobre o título, em entrevista ao AT2. Sem perder a “deixa” para uma piada, completou: “Graças à revista, peguei muita gente!” (Risos).

Mas, sério, acha que te veem como um galã? “Quando as pessoas não dão risadas, elas conseguem olhar até alguma coisa em mim. (Risos) Mas, realmente, eu não tenho essa pegada de galã. Não consigo. Quero ir para o engraçado — fiquei tímido agora”, ressalta.

Foi para vencer a timidez que Luque seguiu em direção ao humor e, com seus personagens, libera um lado que, de “cara limpa”, não mostraria.

De experiências como essas, surgiu “Todos por Um”, o novo espetáculo do humorista, que chega a Vitória no próximo dia 7, às 20h, no novo espaço de eventos Na Vista, na Enseada do Suá.



“Por causa da timidez, foi difícil xavecar” - Marco Luque ator, dublador, humorista e apresentador

AT2: “Todos por Um” fará sua estreia em Vitória. Animado?
Marco Luque: Estreei em agosto em São Paulo, com sete personagens no palco. É muito legal! A galera sai muito feliz! Fiz uma seleção de sete personagens porque um espetáculo não pode passar de uma hora e meia. É tanta risada em sequência que duas horas fica muito! Faço trocas muito rápidas de caracterização, usando o recurso do telão como apoio. A galera se surpreende muito.

AT2: A ideia foi sua?
Marco Luque: Sim. Senti a necessidade de voltar aos palcos com um projeto meu. Achei que fosse a hora de trazer os personagens para o palco.

AT2: Como é ser tantos?
Marco Luque: Cada personagem meu tem uma projeção, tem algo de mim mais fortalecido. Gosto muito de fazer personagens porque eu me escondo atrás. Gosto de brincar com meu lado humano. Sou um cara tímido. Juro! Com meus personagens, consigo vencer a timidez.

 Mustafáry (Foto: Divulgação/Instagram/@marcoluque)
Mustafáry (Foto: Divulgação/Instagram/@marcoluque)


AT2: Humor sem apelo te define bem?
Marco Luque: Sim. O perfil do meu humor tem uma pegada mais leve. Mas não condeno outros estilos! Cada humorista sabe do seu potencial, do seu estilo, seu limite. O meu estilo é de palhaço. Por isso meu público é diversificado: da tia da canastra até o moleque, o adolescente.

AT2: Busca inspiração nas pessoas?
Marco Luque: Pego minha inspiração para criar personagens do meu dia a dia. Não presto atenção em outros humoristas, não fico estudando a galera. Quero criar o meu conteúdo para surpreender. Busco fazer um humor inovador.

AT2: Você se policia para não errar a mão na piada?
Marco Luque: Sim. Não gosto de fazer piadas preconceituosas, de mexer com política, machismo. Gosto de seguir pelo caminho sem polêmicas.

AT2: Quando descobriu que tinha a manha para fazer a galera rir?
Marco Luque: Desde criança. Sempre roubei a atenção da galera. Quando via, estava no meio da turma, imitando Zé Bonitinho, Jerry Lewis. Por causa da minha timidez, sempre foi difícil xavecar uma garota. Eu não tinha franja! (Risos) Era o engraçado da turma.

AT2: Se fosse humano, como seria o “Serumaninho”?
Marco Luque: Gentil, que ajuda todo mundo, que respeita. Aquele que não joga bituca de cigarro pela janela do carro. Que se preocupa com o social. Paciente...

AT2: No seriado “Eu, a Avó e a Boi”, da Globoplay, seu personagem é o Montgomery. É um atrapalhado ou azarão?
Marco Luque: Ele está mais para azarado. É um cara mais fechado, sisudo, valente, forte. Não tem muita comédia nele. A comédia está na situação, na série. Fiz um trabalho visceral.

AT2: A série tem como pano de fundo conversas surgidas nas redes sociais. É isso?
Marco Luque: Exatamente! Duas avós que moram uma de frente para a outra, e que se odeiam desde sempre.

AT2: Vê redes sociais como perigo?
Marco Luque: Muito delicadas, diria. Hoje em dia, qualquer um pode lançar notícia sem antes checar se é verdade ou não. Acabamos jogando, pra frente, fake news. As pessoas vendem, pelas suas redes sociais, o que elas realmente não são. Tudo isso por conta de filtro, aplicativos. Estão sempre lindas, maravilhosas.

Acho que as pessoas olham para seus perfis nas redes sociais e depois olham para o espelho e passam a ter depressão. Isso porque sabem que não conseguirão alcançar a imagem que estão vendendo.

Se não souber usar, a internet vira contra você. As pessoas estão voltadas para o celular, olhando para baixo. Isso é um absurdo!

AT2: Procura manter-se afastado da autopropaganda nas redes?
Marco Luque: Sim! Uso minhas redes para trabalho. Crio conteúdo cômico. Você nunca vai me ver postando uma coisa sem camisa, treinando. E isso é bom, porque me tira um peso de estar sempre bonito, perfeito. E eu não sou! Sou mais engraçado do que qualquer outra coisa.

AT2: Como enxerga a vaidade?
Marco Luque: É um risco. Não tenho necessidade de me vender como alguém bonito. Meu papel nesse plano é fazer rir. E gosto de me cuidar.


SERVIÇO:

“Todos Por Um”
O quê: Espetáculo de humor com Marco Luque (SP). A atração encerra a 11ª edição do Circuito Cultural Unimed Vitória.
Quando: 7 de dezembro, às 20h Abertura dos portões às 18h30
Onde: Espaço de eventos Na Vista. Rua Judite Maria Tovar Varejão, Enseada do Suá, Vitória
Ingressos (meia): Setor Verde a R$ 45,00 e Setor Amarelo a R$ 25,00
Venda: blueticket.com.br
Clas.: 14 anos
Inf.: 3376-0933/ 997816230 ou wbproducoes.com


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