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“Não podemos perder tempo sendo infelizes”, afirma psicóloga

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“Não podemos perder tempo sendo infelizes”, afirma psicóloga


Psicóloga Carol Cury (Foto: Divulgação)Psicóloga Carol Cury (Foto: Divulgação)

O tempo é valioso demais para ser desperdiçado. Psicóloga especializada em comportamento humano, Carol Cury defende que não se pode perder tempo sendo infeliz.

“A energia que gastamos para pensar em algo ruim é a mesma que gastamos para pensar em coisas boas”, compara. “O tempo que a gente gasta reclamando poderia estar observando algo de bom para agradecer”.

A especialista orienta buscar um propósito, uma motivação para acordar todos os dias. É isso que ajuda a pessoa a canalizar energia para buscar a felicidade.

Psicóloga clínica com ênfase em comportamento humano, a filha do renomado psiquiatra e escritor Augusto Cury – que tem seis anos de carreira – decidiu, em 2017, usar a internet como ferramenta para dividir conhecimentos, principalmente com o público feminino.

A especialista propaga mensagens de autoestima nas redes sociais, onde cativou mais de 629 mil seguidores. Com discurso leve, Carol compartilha ensinamentos que, na teoria, parecem fáceis. A prática é diferente e exige dedicação constante para aplicá-los.

“O óbvio também precisa ser dito. São coisas como preciso me amar antes de amar o outro, preciso me compreender e me priorizar”, diz a psicóloga.

A principal mensagem que ela passa é de trabalhar a autoestima. Se descobrir e aceitar quem é e, a partir daí, buscar evoluir.

A Tribuna – Você tem usado as redes sociais, uma ferramenta que é muito criticada por expor as pessoas a gatilhos, para fazer um trabalho oposto. O objetivo era esse mesmo de expor as pessoas ao outro lado, que é o positivo?

Carol Cury – Comecei nas redes sociais há quatro anos, em agosto de 2017, pouco tempo depois de sair da faculdade. Começou um “boom” na internet e vi muita gente ruim fazendo sucesso, propagando conteúdos aleatórios sem propósito nem nada que agregasse.

Foi então que resolvi levar um conteúdo que agregue de forma positiva, que inspire as pessoas a terem um dia melhor e a lidarem com os problemas que estão vivenciando no momento.

Avalia que conseguiu atingir seu objetivo?

O intuito lá atrás era despretensioso, mas a iniciativa começou a ajudar pessoas que até fogem do meu alcance porque tenho seguidores de todo o Brasil e até de outros países.

Gerou muita identificação porque tento abordar problemas do cotidiano, como a perda de um ente querido, o fim de um relacionamento e o apego a situações que já foram boas, mas não são mais. Foco bastante na autoestima.

Qual a principal mensagem que as pessoas precisam entender, mas têm dificuldade?

Cuidar da autoestima. A autoestima engloba amor-próprio, visão positiva a respeito de si mesmo e autoconfiança. Se a pessoa não se ama, ela não se vê bem. Se ela não se vê bem, não tem como ela acreditar na própria capacidade.

A autoestima precisa ser cuidada, valorizada e priorizada. E a pessoa tem de se entender muito. Se questionar: “Estou fazendo porque gosto ou pelas minhas incertezas?”.

Se a gente se cuida e curte nossa companhia, mesmo assim vamos passar por perrengues. Mas se estamos em paz com a nossa própria essência, saímos de dentro da gaiola que nos prende e conseguimos lidar com nossos medos, angústias, incertezas e inseguranças.

De onde vem a dificuldade de desenvolver autoestima?

Nosso inconsciente coletivo está sendo reforçado o tempo todo de que não temos tudo que precisamos para ser feliz. O negativo sempre tem mais relevância.

Por trás disso, ainda existe uma máfia de que precisamos estar sempre consumindo.

Augusto Cury é pai  de Carol Cury: com discurso leve, ela compartilha ensinamentos e atrai principalmente o público feminino (Foto: Divulgação)Augusto Cury é pai de Carol Cury: com discurso leve, ela compartilha ensinamentos e atrai principalmente o público feminino (Foto: Divulgação)

Como lidar com isso?

Encontrando razões para se motivar. Assim conseguimos canalizar nossa energia positiva de forma mais efetiva. Entre os exemplos estão o bem-estar ao tomar um banho quente, a possibilidade de saborear uma comida gostosa, a felicidade de ter o abraço de quem se ama, a gratidão por ter saúde.

A energia que gastamos para pensar em algo ruim é a mesma que gastamos para pensar em coisas boas.

No seu Instagram, você fala sobre perder tempo sendo infeliz...

Sim. Não podemos perder tempo sendo infelizes. O tempo que a gente gasta reclamando poderia estar observando algo de bom para agradecer.

Como o tempo poderia ser melhor aproveitado?

Em vez de focar em ter de fazer algo que não gosta, poderia estar grato, motivado e encontrar seu propósito.

Por isso falo de trazer sentido e encontrar um grande propósito, que é o que nos motiva a acordar. Isso não quer dizer que a vida vai ser perfeita, mas, se não me dou ao luxo de perder tempo sendo infeliz, vou buscar motivadores para ser feliz.

Precisamos olhar para as coisas com uma perspectiva diferente. Se pego uma lupa para olhar os problemas, eles se tornam maiores do que as minhas razões para ser feliz.

Se olho com a lupa da felicidade para tudo que já construí e cresci, eu valorizo mais quem eu sou.

Qual o pontapé inicial para essa mudança de perspectiva?

Não existe uma regra para ser feliz e se encontrar porque cada um tem a sua história. O pontapé inicial é observar a pedra no caminho. Aprenda com as adversidades, analise a sua história e aprenda com as experiências que vive.

Não se paute no caminho do outro. Esse lance de comparação é terrível! Odeio caminho pronto. Isso não existe! Aceite quem você é e busque evoluir a partir daí. Se questione como melhorar. Observe, seja autor e construa a sua própria história.


PERFIL - Carol Cury


  • Psicóloga pela Universidade de Ribeirão Preto (SP).
  • Especialista em comportamento humano, atua com autoestima e autoconhecimento digital.
  • Pós-graduada pela (PUC-RS) no curso de psicologia positiva, ciência do bem-estar e autorrealização.
  • Tem mais de 629 mil seguidores no Instagram.


 

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