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“Não há prejuízo com o atraso”, diz especialista sobre 2ª dose da vacina contra Covid

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Coronavírus

“Não há prejuízo com o atraso”, diz especialista sobre 2ª dose da vacina contra Covid


Danielle Grillo é coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) (Foto: Thiago Coutinho - 13/03/2019)Danielle Grillo é coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) (Foto: Thiago Coutinho - 13/03/2019)

Diante da angústia e muitas dúvidas das pessoas que aguardam a segunda dose da vacina Coronavac, do Instituto Butantan, a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Doenças Imunopreveníveis, Danielle Grillo, ressaltou que, do ponto de vista imunológico, não há prejuízos com atrasos.

Ela frisou que, assim que o envio das doses pelo Ministério da Saúde for normalizado, nos próximos dias, é fundamental que as pessoas completem a imunização, com a segunda aplicação.

A Tribuna – Muitas pessoas estão preocupadas com a falta de segundas doses. Esse atraso pode causar prejuízos na eficácia da vacina?

Danielle Grillo – Não há prejuízo do ponto de vista imunológico. Existe uma recomendação do laboratório de intervalo (de 14 a 28 dias) para completar o esquema vacinal, mas aquela pessoa que recebeu a primeira dose e está no prazo de tomar a segunda, ela deve tomar quando estiver disponível.

A primeira dose que ela tomou fica registrada no seu sistema imunológico. Não existe essa fala de que a pessoa vai perder o efeito da vacina. Não tem como isso acontecer.

Por quê?

No caso da Coronavac, é uma vacina com vírus inativado, ou seja, é um fragmento do vírus injetado no organismo da pessoa, para que o sistema imunológico dela produza células de defesa. Em contato com o vírus, o organismo dessa pessoa está treinado e apto a combatê-lo.

O objetivo da vacina é esse. Ela não impede a pessoa de se infectar, mas impede que a pessoa venha a ter a doença de forma grave e venha a óbito.

Essa proteção não é perdida com o passar do tempo?

Não se perde. Não tem um tempo máximo para a pessoa tomar a vacina. O único imunizante em que temos um limite máximo de tempo é o do rotavírus, devido ao efeito colateral. As demais vacinas, nenhuma tem prazo máximo. A gente nunca reinicia um esquema de vacinação.

Por exemplo, a pessoa tomou a primeira dose da vacina contra tétano e resolveu, depois de anos, comparecer ao serviço de vacinação. Ela irá tomar a segunda e terceira doses, respeitando o intervalo entre elas. Mas aquela primeira dose que a pessoa tomou no passado, ela não fica esquecida.

A mesma coisa acontece com a Coronavac. Fazendo a segunda dose em alguns dias, a pessoa vai completar a imunização.

Mas por que a recomendação de não passar muito tempo?

Porque quanto mais tempo a pessoa fica sem receber a segunda dose, mais tempo ela fica sem imunidade completa. Mas não significa que vá perder o efeito. Não tem esse prejuízo.

Temos de lembrar que o próprio Butantan divulgou recentemente um estudo mostrando que um intervalo mais ampliado dá uma melhor resposta imunológica.

Esse prazo pode ser ampliado entre a primeira e a segunda dose?

Pode ser que, no caso da Coronavac, o laboratório mude a orientação e aumente esse intervalo no futuro. Hoje é assim devido à limitação de estudos. A vacina da Fiocruz (AstraZeneca) é utilizada com intervalo de 12 semanas. A da Pfizer, que tinha intervalo de 21 dias, agora está adotando intervalo de 12 semanas também.

Com a dificuldade de encontrar doses, é possível tomar vacinas de outros laboratórios para completar a imunização?

Não é indicado. Isso é um risco, pois não existe estudo de intercambialidade entre laboratórios.

E se a pessoa quiser escolher mudar a vacina por achar uma outra melhor e mais eficaz?

Neste momento de escassez mundial de vacinas, escolher laboratório é algo descabido do ponto de vista de saúde pública e de proteção a ela mesma e de quem está a seu redor.

Não estamos pensando em eficácia individual ou global neste momento. O objetivo agora é reduzir os casos graves e óbitos. Quando temos esse objetivo, todas as três vacinas têm 100% de eficácia.

Ainda há gente que tem medo de tomar uma vacina ou outra. O que dizer a elas?

Infelizmente, temos muitas informações inverídicas circulando, o que faz com que algumas pessoas digam que não vão tomar uma vacina ou outra por medo de efeito colateral.

Todas as três vacinas disponíveis passaram por estudos de segurança e eficácia. Estão aptas a serem aplicadas.

Mas há relatos de reações, no caso da vacina da AstraZeneca, por exemplo...

Seria inverdade dizer que as pessoas não terão reação adversa. Isso está previsto em bula. Mas os casos são leves, que duram entre 24 e 48 horas. Situação de evento mais grave é extremamente rara. Colocando na balança os efeitos da vacina e o risco da doença, o benefício do imunizante é muito superior. A decisão pela vacinação, seja qual for, é sempre a mais acertada.

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