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MPES cobra que 26 cidades capixabas apliquem 54 mil doses de vacina estocadas

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Coronavírus

MPES cobra que 26 cidades capixabas apliquem 54 mil doses de vacina estocadas


Vacina contra a Covid-19 (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)Vacina contra a Covid-19 (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) cobrou, de 26 municípios da região Sul, a aplicação de doses supostamente estocadas de vacinas contra a Covid-19. A orientação foi feita durante uma reunião virtual, na quarta-feira (9), entre o Centro de Apoio Operacional de Implementação das Políticas de Saúde (Caops) e os secretários da saúde das cidades. 

De acordo com os dados verificados pelo Ministério Público, no painel Covid-19 do Estado e nas informações do Ministério da Saúde, em relação às doses distribuídas e aplicadas da D1, 54.792 doses das vacinas que foram retiradas pelas prefeituras, na Superintendência Regional de Saúde da região Sul, ainda estão armazenadas nas câmaras refrigeradas dos municípios, sem que tenham sido aplicadas.

Além de questionar essa diferença entre a quantidade de doses distribuídas e aplicadas, o Caops também cobrou um planejamento e adoção de providências imediatas, para que a população integrante dos grupos prioritários seja efetivamente vacinada com a primeira dose da vacina contra a Covid-19 (D1). 

“Estamos em meio a uma pandemia, precisamos levantar onde estão essas doses, e por que ainda não foram aplicadas. Se temos mais de 50 mil doses armazenadas somente na Região Sul, sem aplicação, estamos prejudicando toda a população capixaba. É necessário que essas vacinas não apenas cheguem nos municípios, mas que sejam efetivamente aplicadas. A vacina precisa estar no braço da população priorizada nesse momento, e não em câmaras refrigeradas”, cobrou a promotora de Justiça, Inês Thomé Poldi Taddei. 

Dirigente do Caops e coordenadora do Gabinete de Acompanhamento da Pandemia (GAP-Covid-19), Inês Thomé também questionou os secretários sobre a demora para a retirada das doses que chegam na Superintendência Regional de Saúde.

“Temos dados de que as vacinas chegam, e alguns municípios demoram quase uma semana para buscar as doses e, depois, ainda temos a demora para o início da imunização. É de suma importância que a Campanha Nacional de Vacinação avance com planejamento e responsabilidade para alcançarmos uma imunização coletiva satisfatória”, advertiu.

O MPES ainda orientou que os municípios tomem providências para agilizar os registros das doses já aplicadas, mas que ainda não informadas.

O que dizem os municípios

Os representantes das prefeituras informaram os dados atualizados da vacinação, ao Ministério Público, justificando que o total das doses aplicadas seria maior que o registrado. No entanto, a falta de recursos humanos para inserir os dados no sistema do Ministério da Saúde tem gerado informações defasadas. 

De acordo com o Ministério Público, os secretários municipais também relataram dificuldades para atingir determinados públicos prioritários contemplados na imunização, por conta de dificuldades de logística, entre outros fatores.

A dirigente do Caops orientou as secretarias municipais a realizarem com urgência mutirões para a inserção dos vacinados no sistema do Ministério da Saúde para permitir a atualização dos dados. O MPES realizará reuniões virtuais nos próximos dias para tratar do mesmo tema com os municípios das Regiões de Saúde Norte/Central e Metropolitana.

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