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Mercado imobiliário: Disputa pelos últimos terrenos em bairros nobres

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Economia

Mercado imobiliário: Disputa pelos últimos terrenos em bairros nobres


Nos bairros nobres de Vitória e Vila Velha, são poucas as casas que sobrevivem entre os prédios. E os proprietários contam que o que não faltam são propostas de compra, por parte de construtoras e incorporadoras.
Em Vitória se destacam casas em Barro Vermelho, Bento Ferreira, Praia do Canto e Santa Lúcia. Em Vila Velha o foco é a Praia da Costa, seguido por Itapuã.

“Aqueles que buscam comprar imóvel em Vitória, de certa forma, estão disputando os últimos terrenos dos bairros nobres”, destacou o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Estado (Ademi), Sandro Carlesso.

Na rua Aleixo Netto, na Praia do Canto, em Vitória, um sobrado se destaca em meio a prédios. Na casa, moram o advogado e escrivão jurídico aposentado Marcus Benatti Pimentel, de 65 anos, e sua mulher, a servidora pública Glaucia Pereira Cola, de 59 anos, além de empregados.

Marcus e  Glaucia  moram numa das últimas casas da rua Aleixo Netto, na Praia do Canto, e não pretendem vender tão cedo o imóvel localizado na capital. (Foto: Beto Morais/AT)
Marcus e Glaucia moram numa das últimas casas da rua Aleixo Netto, na Praia do Canto, e não pretendem vender tão cedo o imóvel localizado na capital. (Foto: Beto Morais/AT)

Com mais de 20 cômodos, incluindo seis quartos e quatro banheiros, além de uma biblioteca, o imóvel de 450m permite uma qualidade de vida diferenciada.

Ao mostrar o quintal do sobrado, ao som dos cantos dos pássaros, Marcus destacou que gosta de acordar e ficar na varanda, observando o jardim e as flores. “Acordo e coloco água para o beija-flor; banana para os sanhaços e saíras e alpiste para os canarinhos, bombeirinhos e rolinhas. E eles vêm aqui no quintal para se alimentar.”

O imóvel, que conta com sistema de segurança, foi construído pelos pais dele: a jornalista e acadêmica da Academia Espírito-Santense de Letras Margarida Pimentel (1936-2017) e o desembargador Job Pimentel (1928-2005).

“A casa foi feita a pedido da minha mãe, inspirada em um modelo da revista 'Casa e Jardim' da época (1950)”, revelou. Uma de suas lembranças da infância é a do bonde que passava em frente à residência.
Sobre a procura pelo imóvel, ele destacou. “Há muito tempo há uma procura por casas aqui. A gente olha para rua e lembra de cada prédio desses, a casa que existia anteriormente. Essa é uma das últimas casas da Aleixo Netto.”

Ele destacou que as incorporadoras querem os terrenos, o que envolve a demolição da casa, e aí vem o lado sentimental das histórias que se passaram por lá.

Por isso, no momento, não planeja vender. Segundo o advogado aposentado, o metro quadrado no local custa em torno de R$ 10 mil.

Amor por morar em casa

A arquiteta Moema de Jesus Calazans, de 49 anos, e o irmão dela, Murilo de Jesus Calazans, de 44, são proprietários de uma casa em Itapuã, Vila Velha. Ela contou que já recebeu propostas de imobiliárias pelo imóvel, mas disse que não venderia. “Morar em casa é ter qualidade de vida.”

A arquiteta Moema de Jesus Calazans, de 49 anos, e o irmão dela, Murilo de Jesus Calazans, de 44, são  proprietários de uma casa em Itapuã, Vila Velha. (Foto: Kadidja Fernandes/AT)
A arquiteta Moema de Jesus Calazans, de 49 anos, e o irmão dela, Murilo de Jesus Calazans, de 44, são proprietários de uma casa em Itapuã, Vila Velha. (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

O imóvel tem 11 cômodos e mais duas salas comerciais com banheiro. “Aqui em casa não alaga quando chove”, contou. E lembrou que se mudou para a residência quando tinha 12 anos. “Eu, meus pais e meu irmão nos mudamos para cá em 1982. Minha família foi muito feliz aqui.”

Em frente à residência, foram plantadas árvores que deixam o local mais fresco. Entre elas estão um pé de laranjeira e uma jabuticabeira.


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