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Médicos relatam sequelas após a Covid-19

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Coronavírus

Médicos relatam sequelas após a Covid-19


Infectologista Rubia Miossi observou sequelas leves em grupo de pacientes pós-Covid  (Foto: Kadidja Fernandes - 10/04/2020)
Infectologista Rubia Miossi observou sequelas leves em grupo de pacientes pós-Covid (Foto: Kadidja Fernandes - 10/04/2020)

A cura da Covid-19 nem sempre é sinônimo de estar livre dos reflexos da doença no corpo. Sete em cada 10 médicos relatam ter constatado na sua prática diária casos de pacientes que ficaram com sequelas após ter o novo coronavírus.

Os dados são da pesquisa “Os médicos e a pandemia de Covid-19”, da Associação Médica Brasileira (AMB). Foram ouvidos 3.882 profissionais de Medicina de todas as regiões do País, em janeiro.

O levantamento online, divulgado nesta terça-feira (2), apontou que 56,5% dos médicos mencionaram sintomas considerados “mais brandos”, como dor de cabeça, fadiga e dor no corpo. Mas 13% citam fibrose pulmonar como uma sequela; 11% relatam trombose; e 6%, problemas cardíacos.

Entre os médicos, 5,4% também citam acidentes vasculares cerebrais. A infectologista Rúbia Miossi afirmou que acompanhou um grupo de pacientes pós-Covid, mas as sequelas apresentadas foram leves, mesmo entre aqueles que tiveram quadros graves.

Um outro dado revelado pela pesquisa é que 65,3% dos médicos consideram o medicamento cloroquina como ineficaz contra a Covid-19, enquanto outros 28,2% acreditam ser eficaz para as manifestações iniciais.

Já a ivermectiva é considerada ineficaz por 58,6% dos médicos entrevistados. Outros 15% apostam no vermífugo como prevenção, enquanto 24%, para os sintomas iniciais.

Outro dado relacionado a medicamentos usados no tratamento e que também divide opiniões dos profissionais é sobre o corticoide dexametasona. Ele é visto por 13,8% dos médicos como opção terapêutica nos sintomas iniciais, enquanto 8,8% citaram os anticoagulantes (como a heparina) para esse fim.

A maioria dos médicos, no entanto, acredita que os medicamentos são eficazes quando a doença já está instalada ou no caso de piora clínica. “Não há um alinhamento dos médicos. Isso tudo deveria estar em protocolo do Ministério da Saúde muito bem escrito, como se fosse a Bíblia”, afirmou o médico César Eduardo Fernandes, presidente da AMB.

A maioria dos médicos entrevistados (64%) relata deficiências de pessoal, protocolos e equipamentos nos serviços de saúde onde atuam. “Começamos a pandemia com muita precariedade. Em dado momento, isso se atenuou, mas o enfrentamento ainda é insuficiente”.

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