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Médicos recém-formados no combate ao vírus

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Coronavírus

Médicos recém-formados no combate ao vírus


Amanda Basto, Maria Alice Alvarenga e Thais Silveira são recém-formadas e já vão atuar durante a pandemia (Foto: Kadidja Fernandes/AT)
Amanda Basto, Maria Alice Alvarenga e Thais Silveira são recém-formadas e já vão atuar durante a pandemia (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

O sonho de Thais Silveira, Amanda Basto e Maria Alice Alvarenga foi antecipado por um mês e meio. Elas e outros 45 alunos de uma turma de Medicina da faculdade Multivix, de Vitória, colaram grau na última quarta-feira (15) de maneira antecipada, e já podem trabalhar no combate ao novo coronavírus em hospitais e nas demais unidades e instituições de saúde.

A permissão é uma medida do governo federal, que também autoriza que as instituições de ensino antecipem a colação de grau de estudantes dos cursos Medicina, Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia, desde que seja cumprida 75% da carga horária prevista para o internato médico ou estágio supervisionado.

Antecipar ou não a formação dos alunos continua, entretanto, a critério das instituições de ensino. No Estado, a UNESC também está aceitando a antecipação da formação e hoje seis alunos de medicina vão colar grau, em Colatina.

Na última segunda-feira, o Ministério da Educação (MEC) flexibilizou as normas sobre a questão com a publicação da Portaria nº 383, que revogou a Portaria nº 374, publicada no Diário Oficial da União no último dia 6, e retirou a obrigatoriedade de que esses profissionais deveriam trabalhar exclusivamente no combate à pandemia da Covid-19.

Entretanto, esse deve mesmo ser o caminho de muitos médicos que estão se formando de maneira antecipada.

“Vai ser um desafio grande, não por não estarmos preparados, porque estamos, mas pelo desafio de trabalhar em uma pandemia e a gente vê muitos profissionais contraindo o coronavírus. Mas a gente se formou para isso”, afirma Thais, de 28 anos, que vai atuar em uma unidade de saúde em Santa Maria de Jetibá a partir de quarta-feira.

Esse também deve ser o destino de Amanda, que acredita que nesse primeiro momento os médicos recém-formados não irão coordenar UTI de hospitais que estão recebendo pacientes com coronavírus, mas vão atuar em plantões e no encaminhamento desses pacientes em outras unidades.

“Tem um monte de unidade de saúde procurando a gente porque médicos estão sendo afastados (por serem do grupo de risco ou porque contraíram coronavírus)”, conta Amanda, de 26.

Especialistas acreditam que antecipação é desnecessária

Apesar de o governo federal autorizar que faculdades e universidades federais e particulares antecipem a colação de grau de estudantes dos cursos de Medicina, Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia por causa da pandemia do novo coronavírus, alguns médicos experientes e instituições ligadas à Medicina não concordam com a decisão no momento.

Os presidentes da Associação Médica do Espírito Santo (Ames) e do Conselho Regional de Medicina do Estado (CRM-ES) acreditam que não há ainda a necessidade de antecipar a formação de médicos e dos demais profissionais de saúde.

O Conselho Federal de Medicina também se posicionou contra na última quarta-feira (15).

“No Brasil há cerca de 500 mil médicos e no Estado tem cerca de 13 mil. Então não acho que seja necessário hoje. Podia muito bem esperar a formação dessas pessoas. Mas pode ser que futuramente seja necessário. Quem tem de avaliar se esses alunos têm capacidade de colar grau antes são as instituições de ensino”, opina o pediatra Celso Murad, presidente do CRMES.

“Tem de ser levado em consideração em que grau de formação eles estão, quais experiências já tiveram e onde eles vão ser realocados, com qual estrutura”, afirma o doutor Leonardo Lessa, presidente da Ames.

Leonardo Lessa: análise (Foto: Rodrigo Gavini - 03/12/2018)
Leonardo Lessa: análise (Foto: Rodrigo Gavini - 03/12/2018)


Saiba Mais 


  • No dia 01 de abril, o Governo Federal publicou a Medida Provisória 934, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, autorizando as instituições de educação superior a antecipar a conclusão do curso dos estudantes que tiverem cumprido 75% do internato em Medicina.

  • Para Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia, no caso dos alunos que já passaram por 75% do estágio curricular obrigatório.

  • A Portaria nº 374 com a autorização foi publicada pelo Ministério da Educaçã no Diário Oficial no dia 6.

  • Entretanto, na última segunda-feira, a Portaria nº 383 publicada pelo MEC, em acordo com o Ministério da Saúde, tornou as normas mais flexíveis.

  • O texto, por exemplo, retirou a obrigatoriedade dos novos profissionais de trabalharem exclusivamente no combate ao novo coronavírus.

  • O novo texto também excluiu os trechos que validavam a carga horária como estágio obrigatório, a emissão de certificado de participação, com a inscrição das horas praticadas, e a bonificação de 10% na nota final de processo de seleção em residência médica.

  • A Portaria mais recente, porém, mantém a obrigatoriedade mínima do cumprimento de 75% da carga horária prevista para o internato médico ou estágio supervisionado dos outros cursos da área de saúde.

  • Antecipar ou não a formação dos alunos continua, entretanto, a critério das instituições de ensino.

  • No Estado, algumas instituições já estão aceitando antecipar a colação de grau, como a Multivix e a Unesc. Outras ainda estão analisando, como a Ufes e a UVV.

Fonte: MEC e pesquisa AT.


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