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Médico que atuava no Estado e na Bahia morre vítima da Covid aos 72 anos

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Coronavírus

Médico que atuava no Estado e na Bahia morre vítima da Covid aos 72 anos


Roberto Henrique Kale Soares tinha 72 anos (Foto: Acervo da família)
Roberto Henrique Kale Soares tinha 72 anos (Foto: Acervo da família)

"Ele era apaixonado pela Medicina e ajudou muita gente. Vivemos muito bem com ele, mas agora essa doença levou meu pai".
A declaração é da médica Christiele Gave Kale Soares, 32 anos, filha do também médico Roberto Henrique Kale Soares, que morreu vítima do novo coronavírus na última terça-feira (12) aos 72 anos.

Ele estava internado desde 18 de dezembro e ficou quase um mês na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital particular em Vitória, onde morreu.

Roberto Henrique trabalhou em hospitais e unidades de saúde em várias cidades capixabas e também no Sul da Bahia. Há cerca de 10 anos, morava em Nova Viçosa, interior da Bahia, onde atuava em unidades de saúde pelo Programa Mais Médicos. Ele também tinha uma clínica, voltada para Medicina do Trabalho, em Vila Velha, e sempre estava no Estado para ficar próximo das filhas e netos, que moram no Espírito Santo.

Segundo a família, ele foi um dos responsáveis pela construção do primeiro hospital da cidade de Marechal Floriano, na década de 90, e trabalhou também em Domingos Martins.

Clínico geral, pediatra e médico do trabalho, Roberto Henrique chegou a atender pacientes com Covid logo no início da pandemia, mas nos últimos meses se afastou do trabalho em função da idade e, principalmente, pelas comorbidades que tinha: era cardiopata e hipertenso.

Christiele conta que o pai amava a profissão e uma das maiores alegrias dele era ver as filhas seguindo os mesmos passos. "Das três filhas, duas já são médicas e a mais velha é advogada, mas está no último ano de Medicina. Isso era o orgulho do meu pai. Ele era apaixonado pela Medicina, ajudou muita gente e deixou isso de herança para nós", declarou a médica.

Ela conta que o pai começou a passar mal por volta do dia 15 de dezembro, quando estava em Nova Viçosa com a mulher.

"Nós logo decidimos que meu pai e minha mãe viessem para Vitória. Ele fez exame e foi para casa, mas no dia 18 teve uma piora e precisou ir para o hospital. No mesmo dia teve uma crise, um edema agudo, e precisou ser levado para a UTI. No dia 20 de dezembro, um domingo, ele foi intubado", detalhou Christiele.

Na última terça-feira, Roberto Henrique não resistiu e morreu. O corpo foi enterrado no cemitério Parque da Paz, em Vila Velha, na quarta-feira. O médico deixa a mulher, com quem foi casado por 47 anos, três filhas e cinco netos.

"Doeu demais, foi muito difícil", diz amigo

O amigo e colega de profissão Adenilton Rampinelli fez uma emocionante homenagem a Roberto Henrique também nas redes sociais. Na postagem, ele diz que viveu um dia muito triste ao atestar o óbito do amigo.

"Poderia ser mas um dia rotineiro de plantão na UTI COVID mas não foi. Hoje vivi um experiência muito triste... atestar o óbito de um colega médico. Não é porque médico é mais importante que outras profissões, não, não é isso. É porque ao dar essa péssima notícia uma esposa e filhos sofrem ... e isso poderia ter acontecido tb com a gente. Doeu demais, foi muito difícil, foi quase um mês de luta dele e da família...mas infelizmente perdemos a luta para COVID-19", declarou o médico no texto.

A Associação Médica do Espírito Santo (Ames) divulgou nota de pesar nas redes sociais pela morte de Roberto Henrique: "Extremo pesar. Nesse momento de dor, prestamos nossas condolências a seus familiares e amigos".

Já o Conselho Regional de Medicina do Estado (CRM-ES) lamentou a morte e declarou, em suas redes sociais, que Roberto Henrique foi "mais uma vítima da Covid-19. Nossas solidariedades aos familiares e amigos".

O CRM-ES detalhou que, no Estado, 22 médicos já morreram vítimas do novo coronavírus. Veja a lista abaixo.


Médicos vítimas da Covid no Estado


1. Poliana de Andrade Almeida (sem especialidade registrada no Conselho)
2. Luiz Antônio da Silva (cardiologista)
3. Vinícius Barbosa Santos (anestesiologista)
4. Adonai Machado Albuquerque (sem especialidade registrada no Conselho)
5. Rafael Mussiello (ginecologista/obstetra e médico do trabalho)
6. Aloysio Nobrega da Motta (anestesiologista)
7. Marcos Rogério Lourenço Rodrigues (neurologista e médico do trabalho)
8. Hélio Perroni (médico do trabalho, ginecologista e obstetra)
9. Raul Lima dos Santos (sem especialidade registrada)
10. José Luiz Silva Neves (neurocirurgião)
11. Paulo Assunção Martins Costa (sem especialidade registrada)
12. Carlos Alberto Barreto (pediatra)
13. Lucimar Maria da Silva (sem especialidade registrada)
14. Iran Guimarães de Azevedo (médico do trabalho, ginecologista e obstetra)
15. Reinaldo Barbosa Caixeta (ginecologista e obstetra)
16. Marcos Mantelmacher (gastroenterologista, clínica médica e endoscopista)
17. Horácio Benício de Souza Lacerda (sem especialidade registrada)
18. Carlos Roberto Koehler (sem especialidade registrada)
19. Sebastião Marcos Pimentel (medicina do trabalho, ortopedia/traumatologia e acupuntura)
20. Ednildes de Almeida Olympio Rua (ginecologista e obstetra)
21. Jaques Zemel (sem especialidade registrada)
22. Roberto Henrique Kale Soares (médico do trabalho)

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