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Marajó: Paraíso amazônico entre o mar e o rio-mar
Tribuna na Estrada
Liliajane Mallmann

Liliajane Mallmann


Marajó: Paraíso amazônico entre o mar e o rio-mar

Vou revelar à vocês um destino quase esquecido por nós brasileiros e especialmente posso falar, por “nós” capixabas.

Marajó: Paraíso amazônico entre o mar e o rio-mar. Aqui nasce a Amazônia.

A travessia de Belém do Pará até Marajó leva em média 3 horas. Três horas de pura beleza e de ficarmos boquiabertos mesmo!!! Saímos cedo, às seis horas da manhã e vimos o sol terminando de nascer no delta do rio amazonas ou baía do Guajará como chamam. Da Baía do Guajará entramos na Baía de Marajó. Há muitos momentos da viagem que esquecemos que estamos em águas doces....parece um mar.

Após três horas deslizando por águas calmas chegamos ao porto camará que fica na cidade de Salva terra. A ilha tem dezesseis municípios e nós ficamos hospedados no município de Soure que tem cerca de 25 mil habitantes e fica a 36km de Salva Terra. Estrada asfaltada.

Lá vamos nós.....o receptivo da ilha nos pegou no porto e nos conduziu a alguns recantos de Salva terra com igarapés, muitas praias e um almoço típico em uma das 16 comunidades de Salva terra . Lá, comi o peixe mais gostoso da minha vida!!! (sem exageros). É o filhote (cerca de 80kg) ao molho de tucupi(feito com mandioca) e Jambú (semelhante a nossa couve). Gente, que delícia!!! Não, vocês não fazem ideia do sabor deste prato. Durante o almoço ainda assistimos uma apresentação folclórica mostrando as tradições da Ilha. Dança do boto, carimbó e muitas outras. Lá na ilha eles levam a sério mesmo suas raízes.

Depois do almoço nossa vontade seria de encostar em uma rede(é tradição dormir na rede na ilha) más para que descansar com tanta beleza pela frente para ver!!!

Após atravessarmos mais um rio(água é o que não falta por aqui)de balsa, eis que chegamos a Soure no Hotel Casarão da Amazônia onde nos acomodamos e partimos para as praias.

Difícil descrever em palavras as belezas que vi. Belezas diferentes. O destino é ideal para quem gosta de ecoturismo, de aventura e de tranquilidade também. A natureza aqui é algo singular. Praias como a de Araruna, Barra velha e do pesqueiro revelam imagens de cartão postal. Tive a sensação de estar entrando em uma fotografia. E se não bastasse tantas belezas naturais ainda tem a presença dos búfalos nos cenários. Animal imponente, bonito, forte e ao mesmo tempo doce. Ele(o búfalo) realmente compõe o cenário da ilha. Está por todos os lados......trabalhando, mergulhando ou se alimentando das centenas de mangas que formam tapetes pelas ruas da cidade de Soure. É uma fartura!!! Impossível não se encantar com a polícia montada . Os policiais trabalham em parceria com os Búfalos. É uma atração na ilha. Lindo de ver.

Na fazenda Araruna tomamos um café marajoara com direito a leite, manteiga e queijo de búfala e bolinho de Tapioca. Esta foi a preparação para o que viria. De canoa passeamos por igarapés , compartilhando as águas com os búfalos e depois de uma hora navegando e gastando toda a memória da máquina fotográfica , eis que chegamos a praia. Meu Pai amado, que coisa mais linda!!!! As árvores altas e imponentes do manguezal se encontram com a Baía de Marajó e o resultado é de paralisar. Tive que experimentar a água para acreditar que se tratava de água doce. É uma imensidão de água. Para voltarmos a sede da fazenda o transporte é a carroça puxada pelo Grilo. É sim. Grilo é o nome de um Búfalo lindo e obediente que puxa a carroça com os turistas . Na sede o visitante ainda pode montar nele. No grilo. Imagine você, que experiência inesquecível!!!

Interessante no Pará é que de Janeiro a maio é o período de inverno e chove muito. O verão é de junho a novembro e as paisagens são completamente diferentes porem ambas lindas e com atrativos. A maré tem uma influência incrível nas paisagens. Quando saímos cedo no passeio pelos igarapés a maré estava cheia e na volta por volta das onze horas da manhã, a paisagem completamente diferente.

Outra coisa que chamou atenção na ilha é o modo de vida dos moradores. Não vi miséria na ilha. Vi simplicidade. As casas são modestas mas bem cuidadas e tem manga e peixe com fartura. O caboclo aqui não passa fome.

Estou escrevendo este texto no caminho de volta da ilha. Estamos retornando a Belém a bordo de um catamarã com ar condicionado, televisão e acentos confortáveis. Quis escrever logo enquanto as imagens na memória ainda estão envolvidas no sentimento de surpresa que tive na Ilha de Marajó.

Se você está planejando sua próxima viagem e é do tipo que gosta do rústico com conforto, da natureza , de cultura e de paz.........Ilha de Marajó. Este é o seu destino.


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