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Levantamento mostra que isolamento começou a achatar a curva em São Paulo

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Coronavírus

Levantamento mostra que isolamento começou a achatar a curva em São Paulo


 (Foto: CADU ROLIM/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO)
(Foto: CADU ROLIM/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO)
Um levantamento indica que o distanciamento social diminuiu a taxa de crescimento dos casos de coronavírus no estado de São Paulo.

Os dados do Ministério da Saúde, compilados pelo professor de física da Universidade de São Paulo (USP) José Fernando Diniz Chubaci, comparam os crescimentos do estado de São Paulo, do Brasil e do País sem o estado de São Paulo.

É a partir do 18º dia de casos no País, dia 15 de março, que a taxa de crescimento da curva referente ao estado de São Paulo começa a diminuir, explica Chubaci.

Entre os dias 18 e 19 de março, cerca de uma semana após as primeiras ações para conter o vírus, como cancelamento de aulas em escolas e universidades, o número de casos confirmados no resto do país passa a ser maior do que no estado paulista.

O fechamento de serviços não essenciais em São Paulo começou em 24 de março e foi anunciada pelo governador João Doria (PSDB) no sábado (21).

Nesta quinta (26), o governo Doria afirmou que as medidas de isolamento adotadas até o momento já fizeram efeito para a redução da disseminação do coronavírus no estado de São Paulo.

"O que gostaria de observar se vocês se lembram bem nós éramos praticamente 90% dos casos do Brasil; agora, nós somos 30% dos casos, o que significa que existe uma expansão da epidemia de forma acelerada", disse o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann.

"O que mostra para nós neste cenário que as medidas de restrição de mobilidade estão sendo suficientes ou pelo menos colaborando de forma efetiva para que a gente tenha 862 casos (de um total de 2.433 no país)".

Chubaci afirma que os dados não refletem uma tendência e são um retrato do que aconteceu desde o primeiro caso confirmado da doença no Brasil. "Isso indica para a gente quais são as políticas a serem seguidas", afirma o pesquisador.


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