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Legados da imigração
Claudia Matarazzo
Claudia Matarazzo

Claudia Matarazzo


Legados da imigração

O Brasil é um País rico e diverso. Rico na paisagem, território, costa, dimensão – tudo é exuberante aqui. Principalmente nossa vocação para festas e acolher pessoas. Mas não é um talento gratuito, que brota porque nascemos em terras abençoadas por Deus!

Nosso País teve ondas e ondas de imigração – e influência de diferentes e interessantes culturas!

Elas nos deixaram um legado inconteste no que se refere à maneira de tratar, acolher e cultivar laços com pessoas.

Estudei em uma escola para filhos de funcionários de empresas multinacionais de todas as origens. Convivíamos, além dos brasileiros oriundos de famílias italianas e árabes – nossas colônias mais numerosas –, com chineses, suecos, ingleses, espanhóis, indianos, japoneses...

Isso me deu uma percepção muito abrangente do comportamento. Hoje, ao ver a onda de valorização, tanto da nossa casa quanto do “Receber em Casa”, me ocorre que, a primeira recepção da qual participamos é o nosso nascimento: somos todos oriundos de uma família que carrega valores e, por sua vez, está inserida em uma comunidade maior, muitas vezes com culturas diferentes.

Recebemos, desde o nosso nascimento, legados de nossos antepassados. Heranças emocionais e materiais transmitidas de pais para filhos nesta cadeia intergeracional, que acabam encontrando seu lugar.

Vejam o exemplo da história de Susie, minha amiga desde sempre – e uma anfitriã muito querida em São Paulo. Ela tem origem com suas avós, Isa e Fanny, mulheres refinadas que aqui chegaram fugindo do holocausto europeu.

Já no Brasil, Fanny se adaptou e fez com que a filha, chegada ainda na primeira infância, sentisse que pertencia sim a esse novo país, acolhida por uma comunidade que, por sua vez, trazia de além-mar outras tradições, criando um interessante mix de rituais no novo cotidiano.

Aliás, o que é pertencer? Talvez seja, em parte, a conquista de um sentimento de identidade com nossas origens, nossa ancestralidade e nossa cultura.

Alice, a mãe de Susie, guardou e passou adiante não somente as tradições do bem receber, como, sobretudo, um pouco da nostalgia que sua mãe trouxe da velha Europa, lugar de tantas lembranças.
“Receber Bem” vai além de colocar uma linda mesa e preparar um farto jantar: estamos falando de acolhimento, do prazer de planejar encontros e desenvolver vínculos duradouros de prazeres compartilhados.

Esse gesto, vai além do luxo e do refinamento, passa pela afetividade e pela criação, posto que colocamos em cada encontro um pouco de “nossa história”, mostrando o quanto os nossos legados se fazem presentes na riqueza do acolher.

Nosso simples café com broa reflete a forma como dedicamos tempo e espaço para que o encontro aconteça. Daí a importância dos legados trazidos aqui pelos imigrantes.

Aprendemos com cada relato e/ou lembrança que existe um anfitrião guardado em cada um de nós – e que aflora no momento em que abrimos, além da casa, a porta do coração, liberando espaço para que caminhe com leveza entre nossos melhores momentos.

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