search
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Júlia Almeida lança disco de samba nesta sexta-feira (5)

Entretenimento

Publicidade | Anuncie

Entretenimento

Júlia Almeida lança disco de samba nesta sexta-feira (5)


Júlia: "Me nutri da filosofia do samba, que está no universo cultural da diáspora negra no Brasil" (Foto: Divulgação)
Júlia: "Me nutri da filosofia do samba, que está no universo cultural da diáspora negra no Brasil" (Foto: Divulgação)

“Não espere que eu vá para casa no jantar/ Desespere, o meu rebolado é de matar/ Vim pra roda, sim”, decreta a cantora Júlia Almeida em seu primeiro single, “Vim pra roda, sim!”. É nessa pegada empoderada que ela mostra a força da mulher capixaba no samba ao lançar, nesta sexta-feira (5), disco que recebe o mesmo nome do carro-chefe do projeto.

Gravado no Apê Estúdio, no coração da Lapa (RJ), com participação do produtor e gaitista Rildo Hora, o trabalho será disponibilizado no canal da cantora no YouTube e nas plataformas digitais. São cinco faixas inéditas, todas compostas por ela, que há 17 anos é professora do Departamento de Línguas e Letras da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

A base do projeto é o samba, gênero pelo qual a compositora possui ligação afetiva desde a adolescência, quando mudou-se com a família de Manhumirim (MG) para Niterói (RJ), onde pôde acompanhar rodas de capoeira, rodas de samba e ensaios de escolas de samba. O estudo musical teve breve início na infância, com o piano, e se aprofundou há seis anos, quando ela teve aulas de cavaquinho com o músico Sílvio Barbieri e, tempos depois, com o professor Eliseu Martins.

Após elaborar uma série de composições e tomar aulas de canto com a preparadora vocal Alza Alves, Júlia percebeu que tinha material para reunir em disco. Com arranjos do produtor e musicista Paulista, o álbum conta com a participação de músicos reconhecidos na seara do samba carioca, com destaque para o consagrado gaitista Rildo Hora, produtor de discos de Martinho da Vila, João Bosco e Luiz Gonzaga, entre outras estrelas da MPB.

“A MPB esteve na minha formação como fruidora musical, com Gil, Caetano, Chico, Gal etc., sobretudo na década de setenta, em que a música ganhou um peso político muito grande. Nos anos oitenta, tive um grande impacto quando conheci a obra de Cartola, que é, para mim, o samba-poesia, junto com Nelson Cavaquinho e outros mestres. Mais recentemente, voltando aos vinis, pude me deter sobre as composições de Dona Ivone Lara, e Beth Carvalho sempre foi uma referência. Mais do que nomes, me nutri da filosofia do samba, que está no universo cultural da diáspora negra no Brasil”, afirma a compositora.

“Vim pra roda, sim!” abre o disco e é seguida por “Compasso ímpar”,
A capixaba em estúdio (Foto: Divulgação)
A capixaba em estúdio (Foto: Divulgação)
que, segundo Júlia Almeida, o samba descompassado e sem breque representa a metáfora do amor que se perde. “Chega chegando, chegou”, a terceira, fala de uma oferta de dança apostada e recusada, com participação de Hélvio Tolentino nos vocais.

Já “Volteia, mundo” traz uma mensagem de otimismo diante das adversidades da vida, tendo o samba como fio condutor: “Volteia mundo e traz/ uma alegria capaz/de ver a vida que jaz /neste instante fulgaz/Deixe que o samba te conduza pela vida, que a dor no peito se transforme em poesia”. Por fim, “Samba, meu samba”, recheado de cordas, cuícas e tamborins, é uma homenagem da cantora àqueles que lutam para combater a desigualdade social do país.

Confira o vídeo do primeiro single, "Vim pra roda, sim!”:



 


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados