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Jovem não consegue ajuda para levar a mãe com suspeita de Covid-19 ao hospital

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Saúde

Jovem não consegue ajuda para levar a mãe com suspeita de Covid-19 ao hospital


Uma auxiliar de atendimento, de 26 anos, se viu desesperada quando precisou de uma ambulância para levar a mãe ao hospital e não conseguiu. A mãe dela tem 46 anos, é auxiliar de serviços gerais e está em isolamento domiciliar por apresentar sintomas do novo coronavírus (Covid-19).

Na noite de quarta-feira (27), o estado de saúde da auxiliar de serviços gerais piorou. Ela começou a ter febre e falta de ar, além de dores no corpo e na cabeça. Mas, após ligar quatro vezes para o Samu, sem expectativa de chegada da ambulância, a família ficou preocupada, uma vez que não possui carro.

De acordo com a filha da paciente, um amigo é motorista de aplicativo e aceitou levar a mulher a um Pronto-Atendimento perto de onde moram na Serra, mas com medo de contrair o vírus.

"Ligamos para o Samu várias vezes, mas eles falavam que não conseguiriam ir porque a demanda estava alta. Nem um prazo quiseram passar pra gente. Os motoristas que pedíamos no aplicativo também recusavam por medo, mas eu entendo eles. Por que se colocar em risco se tem um carro paramentado e específico para esse tipo de transporte? Graças a Deus nosso amigo aceitou, mas estava bem assustado também", afirmou a jovem.

Quando chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Castelândia, na Serra, a paciente foi atendida e chegou a fazer um exame de sangue, mas ela não sabe se esse era o teste para detectar a Covid-19. "Eles fizeram esse exame e falaram que eu não tinha nada, que podia ir embora", afirmou a auxiliar de serviços gerais.

Apesar de ter recebido alta, os sintomas não diminuiram e agora ela está sozinha na casa em que morava com o neto, sem saber se está contaminada ou não. "Minha mãe decidiu mandar o neto ficar com minha irmã e também não quer a gente lá. Ela está com muito medo de estar contaminada e passar para a gente", disse a auxiliar de atendimento. 

Em resposta à reportagem do Tribuna Online, a coordenação do Samu 192 informou que recebeu uma solicitação de atendimento vinda do bairro da auxiliar de serviços gerais, na Serra, às 23h32 de quarta.

"Após avaliação do médico regulador, considerando a gravidade da paciente, foi empenhado recurso tipo Suporte Básico do SAMU. Entretanto, com a equipe já a caminho, a central foi informada que a paciente havia sido socorrida por terceiros", diz o pronunciamento.

Uma outra filha da paciente confirma essa informação, mas diz que eles só fizeram o contato para falar que estavam a caminho, entre 2 horas e 3h da manhã. "Se tivesse que morrer, teria morrido", lamentou.

Por meio de nota, a Prefeitura Municipal da Serra informou que a paciente foi atendida na UPA de Castelândia na madrugada do dia 28, em 10 minutos, fez raio-x; teste rápido, que deu negativo. Estava com oxigenação normal e com sintomas leves há mais de 10 dias, sem necessidade de internação. Foi orientada, em caso de piora, a retornar à UPA.

Quando foi informada sobre a resposta, a familiar ainda afirmou que a médica responsável pelo atendimento decidiu dar alta à paciente e não fazer o raio-x , depois de ter tido acesso ao exame de sangue da auxiliar de serviços gerais. 

"Depois que minha mãe passou pelo processo de triagem, pediram para que eu ficasse como acompanhante dela por ela estar muito debilitada. Ela tomou seis frascos de soro na veia e pediram o exame de sangue. O resultado do exame saiu às 3 horas da manhã e, como a médica disse que não tinha dado nada, ela decidiu  que minha mãe não precisava do raio-x, deu alta para ela e mandou pegar uma medicação no postinho", contou. 


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