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Foliões são atacados com agulhadas durante o Carnaval

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Foliões são atacados com agulhadas durante o Carnaval


Jovem leva agulhada no carnaval em Olinda (PE). (Foto: Reprodução/Youtube/ TV Jornal SBT)
Jovem leva agulhada no carnaval em Olinda (PE). (Foto: Reprodução/Youtube/ TV Jornal SBT)
Uma jovem de 23 anos procurou atendimento médico no domingo (23) afirmando ter recebido uma agulhada durante o carnaval em Olinda, Pernambuco. Ela é uma das dezenas de vítimas desse tipo de agressão no Estado. As informações são da TV Jornal e Jornal do Comerccio.

Segundo a vítima, que não quis ser identificada, a agressão aconteceu no sábado (22). "Eu senti uma picada no ombro direito. Senti a queimação da picada, fiquei agoniada na hora. Não tive o reflexo de olhar se foi alguém ou não. Só senti e fiquei passando a mão várias vezes no ombro. Em seguida o pessoal olhou e disse que estava inchado e vermelho”, contou.

No dia seguinte, a jovem ficou ainda mais preocupada ao saber de outros possíveis casos. “Segui para casa e, quando acordei, tinha vários relatos de que pessoas picadas em Olinda. Cheguei aqui disseram que também aconteceu no Galo, no Centro de Recife. Foi aí que a minha preocupação aumentou bastante e resolvi fazer o exame para saber o que é. Porque seria muita irresponsabilidade deixar pra lá e também para que as pessoas se conscientizem de que isso está acontecendo”.

A vítima passou passou por exames de sangue para detectar a possibilidade de contaminação por hepatite A, B e HIV. Ela também registrou um boletim de ocorrência. “Nesse momento, a única coisa que estou pensando é em resolver essa questão. Porque eu tenho medo que essa picada seja algo que me prejudique no futuro", afirmou.

Outros casos

Na manhã de domingo (23), o Hospital Correia Picanço, na Zona Norte do Recife, atendeu cinco vítimas feridas com agulhadas no dia anterior. Três pessoas disseram ter sido agredidas em Olinda e duas, no Recife, durante o desfile do Galo da Madrugada.

No final da tarde de domingo, a Secretaria Estadual de Saúde divulgou uma nota oficial sobre o assunto, afirmando que 23 casos haviam sido notificados entre os dias 15 e 22 de fevereiro.

Leia a nota da Secrataria de Saúde:

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (Cievs) informa que recebeu a notificação de 23 pessoas, entre os dias 15 a 22 de fevereiro, que alegaram terem sido furadas por agulhas durante as festas de Carnaval em Recife e Olinda. Deste total, 21 deram entrada no Hospital Correia Picanço, sendo no último sábado (22.02), 12 pessoas relatando a mesma ocorrência. Os pacientes foram admitidos na unidade, referência estadual em doenças infecto-contagiosas, e, após triagem, 20 realizaram a profilaxia pós-exposição (PeP) para prevenir a infecção pelo HIV e outras infecções. Dos 23 casos, 15 são do sexo feminino e 8 masculino.

Os demais, ou se recusaram a fazer o teste rápido (pré-requisito para o uso da medicação), e, consequentemente, o tratamento, ou já tinham passado da janela de 72 horas preconizadas para início da medicação. Todos foram liberados após avaliação médica, com a orientação de retorno após 30 dias para conclusão do tratamento.

Todos os pacientes foram orientados a realizar o monitoramento de possíveis infecções no Serviço de Atenção Especializada (SAE) do próprio Correia Picanço, ou nos municípios de residência dos paciente. É importante ressaltar que os índices de transmissão por meio de picadas com agulhas infectadas são considerados baixos, em média 0,3% para HIV.

Em 2019, 300 pessoas deram entrada no Hospital Correia Picanço alegando terem sido furadas por seringas durante os festejos de Momo. A SES-PE destaca que não houve casos positivos desse evento.

A Polícia Civil de Pernambuco informa que recebeu, neste Carnaval, denúncias de 12 pessoas relatando terem sido picadas ou sentido pontadas causadas por algum tipo de objeto perfurocortante. Dez denúncias foram feitas ontem (22) e duas, neste domingo (23).

A PCPE instaurou inquérito e está apurando os fatos. A PCPE alerta para o cuidado no trato do tema, para não causar pânico desnecessário na população. No ano passado, dos casos relatados ao Hospital Correia Picanço, apenas duas pessoas se prontificaram a prestar depoimentos à Polícia. Retratos falados foram feitos, diligências, análise de imagens, mas os inquéritos não identificaram suspeitos devido à ausência de elementos, assim como uma possível motivação para essas ações.

Mas a missão da Polícia é prevenir o crime, apurar as denúncias com rigor e reprimir qualquer tipo de violência. Por isso, neste Carnaval, a PCPE montou uma posto de atendimento 24h no Hospital Correia Picanço. A unidade conta com equipes formadas por delegados, escrivães, agentes e peritos papiloscopistas, para colher depoimentos, fazer as perícias, diligências e buscar imagens das câmeras de videomonitoramento com o objetivo de identificar e capturar suspeitos dessa prática.


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