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Italianos aprovam redução do número de deputados e senadores, diz boca de urna

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Internacional

Italianos aprovam redução do número de deputados e senadores, diz boca de urna


A maioria dos italianos (62%) aprovou em referendo o corte de 345 cargos parlamentares (de 945 para 600, corte de 37%), segundo pesquisas de boca de urna.

Se o resultado for confirmado, o número de deputados será cortado de 630 para 400 e o de senadores, de 315 para 200, nas próximas eleições (previstas para 2023).

O pleito, o primeiro desde que a Itália foi atingida pela pandemia de coronavírus, incluiu eleições em 7 regiões italianas. A participação foi de 54% dos eleitores, segundo números preliminares.

Sessão do Senado italiano - Parlamento da Itália (Foto: Reprodução / Instagram)
Sessão do Senado italiano - Parlamento da Itália (Foto: Reprodução / Instagram)
A consulta foi promovida pelo Cinco Estrelas (M5E), partido que se formou a partir de um movimento anti-establishment e que hoje integra a coalizão do governo italiano.

Apesar do alto número de parlamentares na Itália, é difícil fazer uma comparação entre países, por causa de diferenças em seus sistemas eleitorais e de governo.

No regime parlamentarista italiano, os deputados são eleitos por um sistema misto: até a última eleição, 375 deputados eram escolhidos pelo sistema distrital (o candidato mais votado em cada distrito é eleito) e o restante, em voto proporcional, a partir de listas por partido.

No Senado, 109 senadores (membros do Senado da República) são eleitos no sistema distrital e o restante em listas partidárias.

O país tem também "senadores vitalícios": ex-presidentes da República e pessoas nomeadas pelo presidente. No momento, há cinco ocupantes desses cargos.

Feita essa ressalva, a Itália era um dos países com maior número de parlamentares no continente, atrás do Reino Unido e próximo da França.

Na comparação com a população do país (apenas para dar uma dimensão, já que o sistema eleitoral não é puramente proporcional), a Itália está abaixo da maior parte dos países europeus.

Antes da mudança, eram quase 16 parlamentares por 1 milhão de habitantes, enquanto na Irlanda são 49 e no Reino Unido, 23/1milhão.

Com a redução, a proporção cairá para 10 parlamentares por 1 milhão de habitantes, abaixo da França (14) e da Espanha (13) e semelhante à da Alemanha.

Uma reforma constitucional mais ampla, que incluiria redução no número de parlamentares, foi tentada também pelo governo de centro-esquerda liderado por Matteo Renzi, do Partido Democrático.

A proposta foi aprovada na Câmara e no Senado, mas precisou ir a referendo em 2016 porque não atingiu os dois terços necessários para mudanças constitucionais.

Acabou derrotada no voto popular (59% votaram contra), o que levou à renúncia de Renzi.

Segundo dados de 2016, os parlamentares italianos eram os mais bem pagos da União Europeia (167 mil euros, ou R$ 1 milhão, por ano), 74% mais que os eurodeputados (que ganhavam 96 mil euros, ou R$ 610 mil anuais).

Nas eleições regionais que aconteceram na Itália também nesta semana, a centro-direita cresceu, mas as pesquisas indicavam que o nacionalista Matteo Salvini, líder do partido Liga, não teria vitória em seu principal alvo, a Toscana (governada pela esquerda ou centro-esquerda há 50 anos).

Segundo as pesquisas, a Toscana ficará sob controle do Partido Democrata (centro-esquerda), assim como a Campânia.

A Liga já fracassara no começo deste ano ao tentar conquistar outro território simbólico para a esquerda, a Emilia Romagna. Após uma virada nos últimos dias, a Liga perdeu a região para Elly Schlein, 34, líder do movimento Coraggiosa e considerada uma das mulheres mais promissoras da política atual.

A coalizão de direita da qual a Liga participa (ao lado dos partidos Irmãos da Itália, de Giorgia Meloni, e Forza Itália, de Silvio Berlusconi), porém, conquistou o maior número de votos e deve manter sob controle o Vêneto e a Ligúria.

O Irmãos da Itália, de direita radical, liderava na região de Marche, que elegia políticos da esquerda há 27 anos.

Até as 18h desta segunda (horário local, 13h no Brasil), ainda havia dúvida sobre o resultado na Apúlia: as pesquisas mostravam grande disputa entre o PD e a coalizão de direita.

A região é importante para a política nacional porque o Italia Viva apresentou candidato próprio, dividindo as forças da esquerda -o partido, do ex-premiê Matteo Renzi, forma com o M5E e o PDa c oalizão do primeiro-ministro independente Giuseppe Conte.

Segundo analistas, as eleições regionais mostraram a decadência do M5E, que há dois anos foi a agremiação mais votada do país. Nenhum de seus candidatos foi competitivo neste ano, ainda que sua proposta de redução do Legislativo tivesse clara maioria.

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