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Isolamento faz aumentar viciados em droga e remédio

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Saúde e bem-estar

Isolamento faz aumentar viciados em droga e remédio


Junto a uma explosão de casos de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus (Covid-19), veio também um outro problema. O isolamento social fez surgir uma espécie de nova pandemia de viciados em remédios, a exemplo dos ansiolíticos, e drogas, como maconha, cocaína e crack, além de bebidas alcoólicas.

Por trás disso, estão fatores como o medo de ficar doente, o risco de morrer ou perder alguém próximo, o desemprego, a queda na renda e as incertezas sobre o futuro.

Presidente da Associação Psiquiátrica do Espírito Santo (Apes), Valdir Campos atende com frequência casos de pacientes que estavam abstinentes de álcool e drogas e que tiveram recaídas.

Entre os que procuram atendimento por causa do medo de estarem contaminados, há os que apresentam depressão, ansiedade, pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, além de aumento do consumo de álcool e drogas.

“As consequências desse consumo prejudicial e abusivo serão conhecidas no futuro, quando poderemos ter aumento dos casos de pessoas dependentes de álcool e outras drogas, e de doenças físicas e mentais, como hipertensão, diabetes, depressão e suicídio”, avaliou.

O psiquiatra Valber Dias Pinto disse que as recaídas estão mais evidentes. Ele cita que, em um dos casos, um paciente, dependente químico, teve recaída após cerca de 10 anos sem recorrer às drogas. Ele precisou de internação.

“Isso tem acontecido na quarentena porque você diminui os fatores aliviadores e aumenta os estressores e, às vezes, nem todas as pessoas conseguem buscar uma saída saudável para isso”.

O psicanalista e doutor em dependência química Francisco Veloso acompanha oito pessoas que tiveram recaída e outras nove que começaram a usar maconha, cocaína, crack, álcool e ansiolítico.

“Esse problema está mais acentuado. O isolamento fez surgir uma nova pandemia de dependentes em drogas e medicamentos e, até mesmo, por terem perdido o emprego”, afirmou.

O psicólogo Felipe Goggi, especialista em saúde pública com ênfase saúde mental, complementa que o problema está presente em todas as idades.

“Após o vírus, agora quero vencer o vício”

Dependente de maconha, cocaína, crack, cigarro e álcool por 22 anos. Desses, 12 anos vagando pelas ruas da Grande Vitória.

Essa é parte da história contada à reportagem por uma cozinheira de 36 anos, ao lado da assistente social Lucia Helena Sathler Freire, que atua na área de acolhimento a mulheres em situação de rua e em dependência química.

Sua situação ficou mais complicada na pandemia, quando aumentou o consumo de drogas. “Não tinha como fazer isolamento e não escapei da Covid-19. Estou curada do vírus e agora quero vencer o vício”.

Para isso, já deu um passo: está acolhida em uma comunidade terapêutica e sonha em voltar para a família e fazer faculdade de Gastronomia.


SAIBA MAIS


Fatores que contribuem para o consumo de álcool e outras drogas

  • Queda do rendimento financeiro ou receio de que isso venha a acontecer.
  • O desemprego, que mudou a rotina de muitas famílias, tornou-se um pesadelo.
  • Perda de familiar ou amigo pela Covid-19 e medo de entrar para as estatísticas de mortes.
  • Medo provocado por incertezas sobre o futuro em decorrência do novo coronavírus.

Surgimento de doenças

  • Ansiedade, com problemas como transtorno do pânico, transtorno do estresse pós-traumático e transtorno obsessivo-compulsivo.
  • Depressão

Raio X

Uso de alucinógenos

  • O socorro por uso de alucinógenos cresceu 54% de março a junho no País, se comparado com o mesmo período do ano passado.

Atendimento

  • 50% foi quanto cresceu o número de atendimentos por uso excessivo de sedativos durante a pandemia de Covid-19 no Brasil.
  • Essa realidade não se distoa de alguns países. Nos Estados Unidos, por exemplo, os casos de overdose avançaram 42% no mês de maio, ante o mesmo mês do ano passado.
  • No Espírito Santo, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Centro de Informação e Assistência Toxicológica atendeu, de março a julho (período da pandemia), 118 pacientes com intoxicações por álcool e outras drogas.

Cigarro

  • O Levantamento ConVid Pesquisa de Comportamentos, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela que fumantes aumentaram o consumo diário de cigarros durante a pandemia.
  • Conforme a análise, 34,3% dos fumantes aumentaram a quantidade de cigarros consumidos por dia.
  • Ao comparar o antes e durante a pandemia, 6,4% disseram que aumentaram cinco ou mais cigarros nesse período, enquanto 22,8% passaram a fumar cerca de 10 cigarros a mais.

Fonte: Sesa, médicos e especialistas citados, e pesquisa A Tribuna.


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