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Irmãos ajudam a arrecadar cestas básicas

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Coronavírus

Irmãos ajudam a arrecadar cestas básicas


Os irmãos Carlos Eduardo e Francieli participam de projeto que leva alimento, dinheiro e apoio emocional a famílias (Foto: Fábio Nunes/AT)
Os irmãos Carlos Eduardo e Francieli participam de projeto que leva alimento, dinheiro e apoio emocional a famílias (Foto: Fábio Nunes/AT)

As ações solidárias não param apenas nas ajudas assistenciais com alimentos, roupas e calçados, por exemplo. Ainda é possível dar uma forcinha em dinheiro para quitar uma conta de água ou luz atrasada daquela família que ficou sem renda por causa da pandemia de Covid-19.

Os irmãos Carlos Eduardo Montenegro, de 19 anos, e Francieli Montenegro, de 22, fazem parte de um projeto que tem um caixa em dinheiro para cobrir essas despesas extras.

Carlos faz o curso de Engenharia Mecânica na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e Francieli é aluna de Engenharia Ambiental no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). É na Ufes que acontece a arrecadação de materiais e dinheiro para serem distribuídos.

“A gente fez um questionário socioeconômico para selecionar as famílias que seriam beneficiadas. Ao todo, são 70, sendo 55 na Grande Vitória e 15 em Alegre, no interior do Estado”, contou Carlos.

O estudante disse que a equipe, que conta com cerca de 300 voluntários, conseguiu arrecadar cestas básicas, ovos e outros alimentos avulsos, além da quantia de R$ 10 mil.

“Com esse dinheiro, a gente ajuda a pagar as contas atrasadas de algumas famílias que perderam a renda por causa da pandemia”, relatou.

Carlos Eduardo destacou que o valor para cada pessoa ajudada é de cerca de R$ 70.

“É incrível ver a alegria e gratidão das pessoas em receber aquilo que a gente já tem. Na minha realidade, por exemplo, R$ 70 é o que gasto em uma noite, saindo com os amigos”, lembrou.

Carlos disse que o grupo não só doa, mas também conversa e conhece um pouco da realidade dessas famílias. “A gente tenta dar apoio emocional também”.

Para a psicóloga Monique Nogueira, os benefícios das ações solidárias são mútuos.

“Um dos benefícios que eu quero ressaltar é a elevação da autoestima. A pessoa que faz uma ação solidária recebe gratidão genuína, o que fortalece a sua autoestima. Quem recebe, se sente amado e amparado pela benevolência e compaixão de quem doa”, disse.

Família distribui cestas básicas (Foto: Kadidja Fernandes/AT)
Família distribui cestas básicas (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

Solidariedade em família

Os familiares Carmem Carloni, 61; André Carloni, 68; Mônica Colnago, 52; Luizete Carloni, 73; Helberth Alexandre, 38; e Mariana Carloni, 37, se uniram e formaram o projeto “Mãos que se Estendem”.

Juntos, já distribuíram 150 cestas básicas. “Não tenho nem palavras para explicar. É gratificante poder ajudar a colocar comida na mesa das famílias, principalmente neste momento. Vamos continuar com o trabalho, mesmo após a pandemia”, disse Mariana.


Análise


Rubia Passamani Navarro (Foto: Divulgação )
Rubia Passamani Navarro (Foto: Divulgação )
“Quando se trata de solidariedade, não é só quem recebe que se beneficia. O prazer de fazer o bem reflete diretamente na saúde mental e física de quem o pratica.

É o oposto de como nos sentimos quando nos julgamos culpados por algo e carregamos um peso, um mal-estar por estarmos errados.

Preocupar-se com o próximo e agir em favor dele acaba dando uma sensação de dever cumprido, de leveza, de bondade, de estar fazendo o certo.

Isso resulta em bem-estar, alivia o estresse e aumenta a autoestima da pessoa.

Faz bem para a mente, para o emocional e, consequentemente, produz reflexos na saúde de todo o corpo.

Além disto, o bem que o bem faz é contagiante. Logo, criam-se correntes de ajuda, multiplicando tanto as ações de solidariedade quanto os benefícios emocionais que elas desencadeiam.

É uma maneira de inspirar outras pessoas, fazendo multiplicar ações que só trazem benefícios.”

Rubia Passamai Navarro, psicóloga especialista em Saúde Coletiva


Saiba como ajudar


Projeto Ninho

  • O que doar: roupas para adultos, crianças e bebê; roupas de cama e banho, calçados, produtos de higiene pessoal, móveis e eletrodomésticos em bom estado e alimentos perecíveis e não perecíveis.

  • Contatos: por e-mail (contatoprojetoninho@gmail.com) e Instagram (@projetoninho.es).

Projeto Mãos que se Estendem

  • O que doar: alimentos não perecíveis e dinheiro.

  • Contato: Carmem Carloni (27) 99978-0725.

Projeto Alunos da Ufes

  • O que doar: alimentos não perecíveis e dinheiro.

  • Ponto de arrecadação: Diretório Central dos Estudantes (DCE-Ufes). Avenida Fernando Ferrari, Goiabeiras, Vitória.

Espírito Santo Solidário

  • O que doar: cestas básicas, produtos de limpeza em geral e de higiene pessoal.

  • Onde: bases operacionais do Corpo de Bombeiros em todo o Estado e nas unidades da Defesa Civil dos municípios.

Fonte: Pesquisa AT.


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