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Presidente da Macedônia leva menina com down à aula após bullying

Após o episódio, a criança, de 11 anos, estava sendo obrigada a estudar separada dos demais alunos

Agência Folhapress | 12/02/2022 09:50 h

A menina estava sendo obriagada a estudar separada dos outros alunos
A menina estava sendo obriagada a estudar separada dos outros alunos |  Foto: Reprodução/Facebook Stevo Pendarovski
 

Na Macedônia do Norte, uma menina de 11 anos foi surpreendida com uma visita do presidente do país, para que ela voltasse à escola depois de sofrer bullying de colegas de sala. Embla tem síndrome de Down e vinha estudando separada dos demais alunos, após um boicote preconceituoso de pais que não queriam seus filhos na mesma classe que ela.

O encontro ocorreu na última segunda-feira (7) e foi divulgado pelo político em um vídeo nas redes sociais (confira no final da matéria). "Somos todos iguais nessa sociedade. Vim aqui para dar meu apoio e conscientizar que a inclusão é um princípio básico", disse o presidente Stevo Pendarovski.

Nas imagens ele entrega presentes à garota e a leva para a escola, na companhia dos pais dela. O presidente "conversou com o pai e a mãe de Embla sobre os desafios que ela e sua família enfrentam diariamente" e discutiu soluções, informou seu gabinete.

"Pendarovski disse que o comportamento daqueles que colocam em risco os direitos das crianças é inaceitável, especialmente quando se trata de crianças com algum tipo de deficiência."

De acordo com a família da menina, os problemas começaram em novembro, quando um grupo de pais de alunos reclamou com a diretoria sobre uma suposta agressividade de Embla e pediram que ela fosse separada do restante da turma. O movimento foi organizado mesmo depois de um centro local para crianças com deficiência já ter afastado a ideia de tendências agressivas da garota.

 

 

A direção da escola decidiu atender às demandas e colocou Embla estudando sozinha em um ambiente descrito como frio, com um pequeno aquecedor ao seu lado. Os pais da menina protestaram contra a decisão, e a escola voltou atrás.

Dias depois, porém, o grupo de pais voltou a reclamar e chegou a organizar um boicote contra a escola. A menina, então, mais uma vez foi separada dos demais alunos.

Após a visita, Pendarovski criticou a atitude do grupo de pais e defendeu que "os preconceitos nesse contexto são o principal obstáculo para a construção de uma sociedade igualitária e justa para todos", segundo o comunicado enviado à imprensa.

"Crianças com deficiência devem não apenas gozar dos direitos que merecem, mas também se sentir iguais e bem-vindas nas carteiras e no pátio da escola. É nossa obrigação, como Estado, mas também como indivíduos, e o elemento-chave dessa missão comum é a empatia", acrescentou.

Antes da visita do presidente, o ministro da Educação e Ciência do país, Jeton Shaqiri, havia anunciado que Embla seria reintegrada às aulas com os demais alunos.

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