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"Preparação para o pior", diz ambientalista sobre risco de navio com petróleo afundar

| 21/10/2020 18:08 h | Atualizado em 21/10/2020, 18:24

O navio da estatal venezuelana de petróleo, a PDVSA, corre o risco de afundar com mais de 1 milhão de barris de óleo cru no Golfo de Paria, que separa a Venezuela de Trinidad e Tobago
O navio da estatal venezuelana de petróleo, a PDVSA, corre o risco de afundar com mais de 1 milhão de barris de óleo cru no Golfo de Paria, que separa a Venezuela de Trinidad e Tobago |  Foto: Divulgação/Fishermen and Friends of the Sea - FFOS
O Ministério de Energia e Indústrias de Energia (MEEI) continua monitorando a evolução da situação em relação ao navio petroleiro venezuelano FSO NABARIMA - abandonado perto da costa de Trinidad e Tobago, para evitar um desastre ambiental no Caribe. Outro caso parecido ocorrido recentemente, um navio rumo ao Brasil se partiu em dois e derramou quase mil toneladas de petróleo em recife nas Ilhas Maurício.

Grupos ambientais expressaram preocupação nas últimas semanas com um possível vazamento de 1,4 milhão de barris de petróleo que está um bordo do navio venezuelano Nabarima. Outra inspeção no navio será realizada.

Gary Aboud, secretário-executivo da Fishermen and Friends of the Sea (FFOS) - pescadores e amigos do mar em tradução livre -, divulgou as imagens do Nabarima em uma rede social e afirmou que, "com base nas fotos, parece que as correntes das âncoras estão esticadas e sob extrema pressão".

Aboud afirmou que, se as correntes da âncora quebrarem ou a âncora mudar, o navio vai virar e derramar cerca de 1,4 milhão de barris no ecossistema. Ele diz ser necessária a instalação de um equipamento de contenção de derramamento ao redor da embarcação, "em preparação para o pior".

Ele disse ter escrito repetidamente para os membros do governo venezuelano e cobrou um posicionamento dos embaixadores dos EUA e da União Europeia no país, mas disse ter sido ignorado. "Todos os nossos apelos foram desconsiderados como se as organizações de base fossem invisíveis e como se a poluição de nossa bela região do Caribe não importasse", afirmou Aboud.

Em nota, a Marinha do Brasil afirmou que o petroleiro está a 1,3 mil quilômetros das águas brasileiras e a situação é acompanhada por um grupo que inclui o Ibama e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a Marinha, a corrente marítima do local segue em direção ao Mar do Caribe, mas o grupo vai continuar monitorando “o comportamento das correntes marítimas e condições meteorológicas da região, além dos fatores de segurança da navegação, de forma a antecipar qualquer ação necessária”.

Confira abaixo o vídeo do navio petroleiro FSO NABARIMA

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