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Internacional

ONU tem consenso sobre cessar-fogo imediato em Gaza; Israel critica EUA

Resolução votada pelos 15 países membros foi aprovada com 14 votos a favor


O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta segunda-feira, 25, uma resolução que faz um apelo por um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, quebrando um impasse de cinco meses durante os quais os EUA vetaram iniciativas semelhantes para o fim da guerra.

A resolução votada pelos 15 países membros foi aprovada com 14 votos a favor, incluindo os de China e Rússia. Os EUA se abstiveram, o que permitiu a passagem do texto, mas acirrou ainda mais a tensão na relação com Israel. Imediatamente, o governo israelense, que sinalizou que não deve cumprir a determinação, cancelou a visita de uma comitiva a Washington.

A resolução exige um cessar-fogo imediato durante o mês sagrado islâmico do Ramadã, iniciado no dia 11, e a libertação de todos os reféns. A garantia do acesso humanitário para Gaza também está incluída no texto aprovado. Ele foi sugerido pelo grupo de dez membros não permanentes (Equador, Japão, Malta, Moçambique, Coreia do Sul, Serra Leoa, Eslovênia, Suíça, Argélia e Guiana).

O ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, afirmou, em uma publicação no X, que "o Estado de Israel não suspenderá a guerra" e que as tropas continuarão a lutar "até que o último dos reféns volte para casa".

Quatro resoluções de cessar-fogo anteriores fracassaram, incluindo uma proposta pelos EUA na sexta-feira, 22. O impasse sobre o cessar-fogo no enclave durou cinco meses, durante os quais os EUA vetaram três resoluções e a Rússia e a China, uma.

Embora as resoluções do Conselho de Segurança sejam consideradas direito internacional e tenham um peso político e jurídico significativo, o organismo não tem os meios para aplicá-las. O Conselho pode tomar medidas punitivas, tais como sanções contra os infratores, mas mesmo isso poderá esbarrar em obstáculos se um membro com poder de veto se opuser à medida. Atualmente, Israel viola uma resolução de 2016 que exige que o país pare de expandir as colônias judaicas na Cisjordânia.

A abstenção dos EUA prejudicou ainda mais as relações do país com Israel em meio a divergências crescentes sobre o plano israelense de invadir a cidade de Rafah, no sul de Gaza, onde milhões de palestinos estão abrigados após a destruição de outras cidades, e os bloqueios para entrega de ajuda humanitária.

Israel criticou os EUA por permitirem a aprovação da resolução. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, chamou a medida de "um recuo da consistente posição americana desde o início da guerra" e disse que a abstenção "prejudica o esforço de guerra, bem como o esforço para libertar os reféns".

Netanyahu anunciou que não enviaria mais uma delegação israelense a Washington para manter conversações com autoridades americanas sobre a operação em Rafah - uma repreensão pública ao presidente Biden, que havia solicitado as reuniões.

A Casa Branca se declarou perplexa pela decisão de Israel de cancelar a visita. Um porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, classificou essa decisão de "um pouco surpreendente e infeliz".

Os EUA não votaram a favor da resolução porque ela não condenava o ataque do Hamas a Israel em 7 de Outubro e por outras preocupações sobre o texto, disse Miller. "Mas outros aspectos eram consistentes com a nossa posição de longo prazo", disse Miller.

A resolução foi intensamente negociada até ao último minuto. Os EUA pediram uma mudança no texto que substituiu o "cessar-fogo permanente" na guerra entre Israel e o Hamas por um "cessar-fogo duradouro", segundo diplomatas, e queriam uma linguagem que apelasse a ambos os lados para criarem condições que permitissem uma trégua sustentada.

Mensagem

"A variável crucial é que a administração Biden obviamente não está satisfeita com a posição militar de Israel agora, e permitir que esta resolução seja aprovada foi uma forma relativamente suave de sinalizar a sua preocupação", disse Richard Gowan, especialista em ONU do centro de estudos International Crisis. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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