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Missão da Nasa busca vida em Marte

Agência espacial aposta em missão de perfuração para buscar sinais em formações congeladas próximas à superfície do planeta

Arizona, EUA | 15/07/2022 15:59 h

Representação da missão Mars Life Explorer: empreitada é embrionária, mas apoiada por relatório recente
Representação da missão Mars Life Explorer: empreitada é embrionária, mas apoiada por relatório recente |  Foto: Reprodução/Amy William
 

Descobrir se houve ou ainda existe vida em Marte é uma tarefa que pode exigir perfurar a superfície do planeta — e é exatamente o que a missão Mars Life Explorer (MLE) propõe.

A missão da Nasa seria voltada para a procura de sinais deixados por seres vivos no Planeta Vermelho, caso tenham existido, através de perfurações do solo. 

A empreitada é bastante embrionária, mas foi apoiada em um relatório recente que determina as maiores prioridades de ciência planetária para a próxima década.

De acordo com o documento, após a “fase de pico” da missão Mars Sample Return, que deverá trazer na próxima década as amostras marcianas coletadas pelo rover Perseverance, a próxima missão prioritária de classe média para o programa de exploração de Marte deveria ser a Mars Life Explorer.

A ideia é que a MLE encontre possíveis assinaturas de vida em formações congeladas próximas da superfície do planeta, perfurando o gelo, coletando amostras e analisando-as no local.

Para Philip Christensen, professor da Universidade do Estado do Arizona e co-diretor do comitê que analisa as propostas de estudos para a próxima década, esta é a missão que mais fez sentido para o comitê. “Acredito que examinar o 'gelo moderno' em Marte é algo muito lógico a se fazer após o retorno das amostras”, disse, em referência ao Mars Sample Return.

A MLE poderá ter um sistema de perfuração baseado no projeto The Regolith and Ice Drill for Exploration of New Terrains (TRIDENT), da Honeybee Robotics.

Trata-se de uma broca para perfuração do gelo ainda em desenvolvimento, para as missões VIPER e PRIME-1, ambas de exploração lunar. A ideia é que a MLE seja enviada à Marte durante a primavera e verão do planeta, em latitudes médias.

Já Amy Williams, professora assistente da Universidade da Flórida, observa que a MLE deverá estar muito bem equipada. 

“A tecnologia está pronta agora e haverá desenvolvimentos de tecnologia e engenharia deste e de outros sistemas de perfuração, de modo que melhorias no sistema podem estar disponíveis quando a MLE for lançada no final da década de 2030”, disse.

A missão ainda é um estudo conceitual — mas, para ela, a beleza da proposta está justamente nisso.

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