Microsoft ultrapassa a Apple e se torna a marca mais valiosa do mundo
Empresa fundada por Bill Gates ultrapassou a Apple e se tornou a marca mais valiosa do mundo, valendo cerca de R$ 14 trilhões
A Microsoft ultrapassou a Apple e se tornou ontem a empresa mais valiosa do mundo, com um valor de mercado estimado em US$ 2,888 trilhões (R$ 14 trilhões), logo à frente da fabricante de iPhone (US$ 2,887 tri), cujas ações caíam quase 1% no início do dia.
A desenvolvedora do Windows teve seus papéis valorizados em 57% ao longo de 2023, após consolidar uma parceria com a criadora do ChatGPT, OpenAI.
Desde então, a empresa passou a integrar soluções de inteligência artificial geradora de textos, imagens e códigos de programação aos seus programas. Ainda ganhou espaço com a plataforma Azure no mercado de serviços na nuvem, em que há concorrência pesada da Amazon e do Google.
A demissão repentina do chefe-executivo da OpenAI, Sam Altman, no fim de novembro, também reforçou o peso da influência da Microsoft sobre a empresa mais bem posicionada no momento no mercado de IA.
O CEO da desenvolvedora do Windows, Satya Nadella, quase contratou Altman, na ocasião, e mostrou o quanto pesava sua influência sobre a criadora do ChatGPT.
Fora breves períodos de exceção, a fabricante do iPhone é a companhia listada na bolsa mais bem avaliada desde 2011, quando ultrapassou a petroleira americana Exxon Mobil. A Apple, contudo, viu seus papéis se valorizarem menos marcado pelo otimismo dos investidores com tecnologia, em vista das novas soluções de inteligência artificial.
Ao longo desta quinta, as duas empresas já se revezaram no topo da lista de empresas mais valiosas seguidas vezes.
A empresa fundada por Steve Jobs começou a apresentar seus primeiros planos para inteligência artificial apenas na segunda metade de 2023, com quase um ano de atraso em relação ao lançamento do ChatGPT.
Na contramão, os investidores de Wall Street estão mais otimistas em relação à Microsoft. A empresa não tem recomendação de “venda” e quase 90% das corretoras que cobrem a empresa recomendam a compra das ações.
A Microsoft tem uma fonte estável de lucro com o licenciamento de software.
IPhone tem queda nas vendas
Os últimos balanços da Apple mostram também queda na venda de iPhones, sobretudo na China, principal mercado da empresa em volume.
A demanda mais fraca diz respeito sobretudo aos aparelhos iPhone 15 e iPhone 15 Pro, que trazem menos avanços técnicos em relação a geração anterior de smartphones.
A principal aposta da Apple para 2023 foi o anúncio headset de realidade aumentada Vision Pro. O aparelho chega ao mercado em 2 de fevereiro a US$ 3.500 (R$ 17,1 mil), preço que deve inibir as vendas.
Nesse contexto, o banco Barclays rebaixou as ações da Apple para a categoria “subponderada” e reduziu o valor-alvo da ação estimado para daqui a 12 meses em US$ 1 (R$ 4,89).
Ainda em novembro, o brasileiro Itaú BBA foi a primeira grande instituição financeira a revisar para baixo as projeções de valor para as ações da Apple.
O banco de investimento citou a desaceleração no ritmo de crescimento da empresa, preocupações com o mercado chinês e a possibilidade da empresa perder um contrato de preferência que mantém com o Google por US$ 18 bilhões (R$ 88 bilhões) em função de um processo antitruste.
“Estamos céticos com a possibilidade da empresa continuar com altas nas receitas, com os recentes lançamentos de produtos sempre na mesma faixa de preço”, diz o relatório do Itaú BBA.
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