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Maior planta do mundo é descoberta na Austrália, com 200 km² e 4.500 anos

Ao colherem amostras distantes, retiradas ao longo de 180 km, eles descobriram que não se tratava de várias espécimes, mas de uma única planta

Agência Folhapress | 01/06/2022 14:29 h

Cientistas australianos anunciaram a descoberta da maior planta do mundo, que chega a 200 km² de extensão, segundo o jornal britânico The Guardian. A erva marinha da espécie Posidonia australis, muito comum no país asiático, começou a crescer na Área de Patrimônio Mundial de Shark Bay há, aproximadamente, 4.500 anos, de acordo com os pesquisadores.

Imagem ilustrativa da imagem Maior planta do mundo é descoberta na Austrália, com 200 km² e 4.500 anos
  

Os cientistas foram surpreendidos quando começaram a procurar diferenças genéticas na erva marinha. Ao colherem amostras distantes, retiradas ao longo de 180 km, eles descobriram que não se tratava de várias espécimes, mas de uma única planta.

Eles chegaram na estimativa de 4.500 anos de idade da planta pois essa espécie costuma crescer até 35 cm por ano.

Jane Edgeloe, estudante e pesquisadora da Universidade da Austrália Ocidental, afirmou que cerca de 18.000 marcadores genéticos foram examinados, enquanto variações nas espécies que poderiam ajudá-los eram procurados.

Mas, sem querer, acabaram descobrindo 200 km² da mesma planta. "Os 200 quilômetros quadrados existentes de ervas daninhas parecem ter se expandido a partir de uma única muda colonizadora", disse Jane. A planta formou prados densos em algumas áreas, indo a além do alcance da visão humana.

Ainda segundo o The Guardian, a planta agora fornece habitat para uma enorme variedade de espécies marinhas, incluindo tartarugas, golfinhos, dugongos, caranguejos e peixes.

Apesar de Shark Bay ser uma área de conservação, as condições para a planta ter obtido tanto volume também intriga os cientistas, já que a salinidade em certas áreas da baía é o dobro do normal e a temperatura da água varia em 15 ºC nas partes mais frias e 30 ºC nas partes mais quentes.

Elizabeth explicou que a sobrevivência da planta foi possível pois ela, aparentemente, manteve os cromossomos de ambos os "pais". "Em vez de obter metade de seus genes da mãe e metade do pai, ele manteve todos eles."

A pesquisadora também acredita que boa parte da planta é "estéril", tendo que confiar na própria capacidade de reprodução, em vez de soltar suas sementes.

Kathryn McMahon, professora da Universidade Edith Cowan, é especialista em ervas marinhas e, apesar de não ter se envolvido na pesquisa, corrobora a tese da planta ter 4.500 anos, já que outras espécies de ervas marinhas podem viver de 2.000 a 100.000 anos. "Eles têm um padrão de crescimento versátil que contribui para essa longa vida útil", explicou Kathryn.

"Eles podem crescer em áreas ricas em nutrientes para acessar o nutriente de que precisam, ou em lacunas no prado onde há espaço para crescer ou longe de locais estressantes", disse a professora. "Todas essas características significam que, se estiverem no lugar certo, podem persistir por longos períodos de tempo".

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