Maduro usa blusa 'azul patriota' de marca dos EUA ao ser preso; empresa faz propaganda
Se o cenário de quem terá ganhos políticos na Venezuela após a derrubada de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos ainda está incerto, pelo menos uma pessoa tentou aproveitar a queda do ex-ditador para lucrar financeiramente: Pete Roberts, dono da marca Origin, que produziu o agasalho utilizado por Maduro em sua chegada ao país norte-americano depois de ser preso.
"Bem-vindo à América. Infelizmente, nossos casacos 'azul patriota' só serão enviados na primavera (no hemisfério norte, a partir de março). Mas eles estão disponível para serem pré-vendidos", afirmou Roberts em postagem nas redes sociais.
Posteriormente, o empresário gravou um vídeo comentando o ocorrido, no qual disse que o celular dele "explodiu" de mensagens quando as fotos do ditador venezuelano viralizaram e que precisou descobrir se eram imagens feitas com inteligência artificial ou não.
"Não eram. A ironia é que esse logotipo aqui na roupa que Maduro está usando significa 'liberdade'", afirmou.
"Acho isso muito curioso e interessante, porque acredito que o que aconteceu foi que ele pousou em Nova York e estava muito frio lá fora, e o vestiram um casaco com capuz que tem um mineral para esquentar. Não tenho certeza, mas ele definitivamente aprovou. Acho que ele gostou do tecido. É interessante imaginar que provavelmente um agente da DEA colocou esse moletom nele e disse: 'Você vai sentir o tecido da liberdade em solo americano'", especulou Roberts.
Segundo o fundador da Origin, a marca foi criada como uma forma de reviver a região onde mora, no Maine, e evitar as perdas de empregos locais para outras regiões do planeta, o que era visto por ele como uma forma de lutar contra a ganância e o socialismo, "ou seja, tudo que Maduro representa".
"Este moletom é chamado de azul patriota e estamos preparando o tecido agora para a primavera. Não planejávamos lançá-lo até a primavera, mas acabamos de colocá-lo em pré-venda e enviaremos depois", comentou.
Monetizando crises
Não foi a primeira vez nos últimos meses que uma empresa se aproveitou de uma crise no cenário internacional para fazer publicidade dos próprios produtos.
Em outubro de 2025, a companhia alemã Bocker teve uma de suas escadas elevatórias utilizadas no assalto ao Museu do Louvre, e fez piada nas redes sociais afirmando que o produto era adequado para quem quisesse se mover com velocidade como os ladrões.
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