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Há risco de uma Terceira Guerra Mundial?

Especialistas dizem que o futuro do confronto entre Ucrânia e Rússia é incerto e os próximos dias serão decisivos para avaliar o cenário

Francine Spinassé, do jornal A Tribuna | 25/02/2022 14:59 h

Militares ucranianos em carro blindado após invasão russa: futuro do confronto é incerto, mas próximas ações vão apontar o cenário no Leste Europeu
Militares ucranianos em carro blindado após invasão russa: futuro do confronto é incerto, mas próximas ações vão apontar o cenário no Leste Europeu |  Foto: Vadim Ghirda/AP
 

Após meses de ameaças e tensões, o mundo tem acompanhado desde a última quarta-feira, 23, os rumos da invasão russa à Ucrânia. Mas afinal, existe um risco do conflito entre os países chegar a proporções de uma Terceira Guerra Mundial?

Para especialistas, a possibilidade é remota. No entanto, eles reforçam que o futuro do confronto ainda é incerto e que os próximos dias serão decisivos para entender o que pode acontecer.

O professor do curso de Relações Internacionais da UVV, Daniel Carvalho, ressaltou que é pouco provável que a guerra entre os dois países chegue a uma nova guerra mundial. 

“Isso iria requerer que os Estados Unidos e outras potências da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), como França e  Reino Unido, entrassem em confronto direto com os russos.” 

Daniel Carvalho afirma que líderes vão tentar evitar guerra mundial
Daniel Carvalho afirma que líderes vão tentar evitar guerra mundial |  Foto: Lucas Sandonato/AT
 

Ele explicou que o presidente americano Joe Biden já tem afirmado que não pretende entrar no conflito. “É difícil que isso ocorra, apesar da animosidade histórica entre Estados Unidos e Rússia. Os dois países passaram meio século tendo um ao outro como principal inimigo”, disse. 

Para a Ucrânia, segundo o professor, há três cenários possíveis: O primeiro seria uma guerra pontual, que teria fim após a Rússia destruir alguns alvos específicos. O segundo seria a Rússia  invadir e derrubar o governo ucraniano e, depois, se retrair. 

“Já o terceiro seria a Rússia incorporar a Ucrânia ao seu território, o que seria difícil e passível de resistência”, pontuou. 

A professora do curso de Direito e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Brunela Vicenzi, salientou que também, a princípio, não imagina uma Terceira Guerra Mundial acontecendo.

“Existe um temor por parte de outras potências ocidentais de que conflitos desencadeiem  retaliação por parte da Rússia, com uso de armas nucleares. Por isso, eles devem coordenar sanções contra os russos.”

Ela explicou que o presidente Vladimir Putin, internamente, também deve sentir pressões internas do empresariado russo para que um acordo seja feito. 

O ex-subsecretário de Estado dos EUA para o Hemisfério Ocidental, o embaixador Thomas Shannon, afirmou em entrevista na quinta-feira, 24, que ainda não vê uma Terceira Guerra Mundial, mas ressalta que haverá “enormes tensões de segurança na Europa”.

Itamaraty não tem plano para resgatar brasileiros

O secretário de Comunicação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Leonardo Gorgulho, disse na quinta-feira, 24, que o Brasil ainda não tem um plano de resgate para retirar os brasileiros que estão na Ucrânia.

Os ataques da Rússia à Ucrânia começaram na madrugada de quinta-feira, 24. Segundo o Itamaraty, 500 brasileiros estão no país. “Sobre a existência de plano de resgate, não há da parte do Brasil e de qualquer outro país”, afirmou o embaixador.

O governo brasileiro estuda implementar um plano de evacuação por via terrestre, mas não há data nem ponto de encontro definidos.

A orientação do Itamaraty aos brasileiros que residem em Kiev é que eles permaneçam em casa e aguardem novas orientações da embaixada. Para aqueles que estão no leste do país, a instrução é ir até Kiev e entrar em contato com a embaixada.

O vice-presidente Hamilton Mourão disse que o “Brasil respeita a soberania da Ucrânia. O Brasil não está neutro”.

Em vídeo nas redes sociais, sem mencionar o nome de Mourão, o presidente Jair Bolsonaro desautorizou o vice a falar do tema.

“Quem fala dessas questões chama-se Jair Messias Bolsonaro. E quem dúvida disso pode procurar o artigo 84. Mais ninguém fala. Quem está falando está dando peruada naquilo que não lhe compete”.

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