EUA ordenam saída de pessoal não essencial da embaixada em Beirute em meio a tensões com Irã
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou a retirada de funcionários não essenciais e familiares elegíveis da Embaixada americana em Beirute, no Líbano, em meio à escalada das tensões com o Irã e à ameaça de uma possível ação militar na região.
Segundo um porta-voz ouvido pela Fox News, a decisão ocorreu após "avaliação contínua do ambiente de segurança", que considerou "prudente" reduzir a presença diplomática ao quadro essencial. A embaixada seguirá operando com equipe básica, e a medida é classificada como temporária.
Autoridades afirmaram à Associated Press, sob condição de anonimato, que a revisão de segurança regional levou à decisão de manter apenas funcionários indispensáveis no posto. Mudanças no status da missão em Beirute costumam ser vistas como sinalizador de eventual ação militar dos EUA ou de Israel no Oriente Médio, especialmente contra o Irã.
O Líbano já foi palco de ataques ligados a Teerã contra interesses americanos, dada a influência iraniana sobre o Hezbollah. Em junho passado, ordem semelhante foi adotada antes de o presidente Donald Trump autorizar ataques contra instalações nucleares iranianas.
A tensão aumentou após Trump reforçar a presença militar americana na região e ameaçar agir caso o Irã não negocie limites ao seu programa nuclear. Um segundo porta-aviões segue para o Oriente Médio.
Apesar disso, Omã afirmou que EUA e Irã devem retomar negociações nucleares na quinta-feira, em Genebra. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, disse à CBS que há "boa chance" de solução diplomática. Já Trump afirmou estar considerando ação limitada e que, para o Irã, era "melhor negociar um acordo justo". O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pode adiar sua visita prevista a Israel.
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