X

Olá! Você atingiu o número máximo de leituras de nossas matérias especiais.

Para ganhar 90 dias de acesso gratuito para ler nosso conteúdo premium, basta preencher os campos abaixo.

Já possui conta?

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

Internacional

Em Gaza, pequena oficina costura fraldas, gerando empregos e ajudando pais em tempos de guerra


As tesouras se movem rapidamente, cortando pedaços de tecido branco para serem costurados com placas de algodão e levados ao mercado em caixas de papelão surradas.

Até o final do dia, as costureiras palestinas terão costurado 500 fraldas, que serão distribuídas aos pais cansados da guerra em Gaza por cerca de 4 dólares (20 reais) cada pacote com oito, metade do que custam as fraldas descartáveis de produção industrial no enclave sitiado.

Maysaa Qatati, gerente da oficina de costura, sabe que a produção dificilmente atenderá à enorme demanda, mas o pequeno negócio está prosperando e gerando empregos.

"As pessoas procuravam fraldas de marca e não conseguiam encontrar", diz ela, na movimentada oficina em Rafah, a cidade no extremo sul de Gaza. "Elas faziam filas nos vendedores e compravam por um preço muito alto."

A guerra entre Israel e o Hamas, que governa Gaza, desencadeou uma catástrofe humanitária, ocasionando escassez dos itens de primeira necessidade e fazendo os preços dos produtos básicos dispararem. A situação atingiu particularmente os pais de crianças pequenas: os atuais preços de mercado de fraldas em Gaza estão mais de 10 vezes acima do que eram antes da guerra.

Cerca de 1,5 milhão de palestinos desalojados estão amontoados em prédios e acampamentos nesta cidade na fronteira com o Egito, enquanto os aviões de guerra israelenses sobrevoam. A ofensiva de Israel na região já matou mais de 28.600 palestinos, e desencadeou uma catástrofe humanitária de escala inimaginável. As forças militares de Israel dizem que o Hamas é responsável pelas mortes de civis e pelo sofrimento, e que o próximo alvo é Rafah.

A intermitência das entregas de ajuda humanitária, dificultadas pelas restrições israelenses e pelos combates incessantes, agrava uma situação já terrível. Em barracas improvisadas na rua, crianças mais velhas trabalham como vendedores ambulantes, e vendem as fraldas individuais por 3 a 5 shekels (4 a 6 reais), ou pacotes inteiros de 50 por até 200 shekels (270 reais).

Em alguns casos, os pais contam ter recorrido às fraldas de pano, que enchem rapidamente. Mas é difícil limpá-las quando a água é tão escassa. As fraldas descartáveis fabricadas na oficina de costura de Qatati são uma opção melhor, devido ao revestimento de algodão.

"As pessoas não conseguem sustentar seus filhos", diz Imad Abu Arara, que vende as fraldas da oficina no mercado. "Esta fábrica é uma alternativa para o problema, e é muito mais barata."

A guerra começou em 7 de outubro, em resposta a um ataque letal do Hamas no sul de Israel, quando os militantes mataram 1.200 pessoas e levaram 250 reféns de volta para Gaza.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Leia os termos de uso

SUGERIMOS PARA VOCÊ: