Cuba diz não ter diálogo em andamento com os EUA, mas que pode ter um, com certos critérios
Um diplomata cubano sênior disse à Associated Press na segunda-feira, 02, que seu governo não tem um diálogo com os Estados Unidos, mas está aberto a um, se certos critérios forem atendidos, já que as tensões permanecem altas entre os países.
O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, falou dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que sua administração está começando a conversar com os líderes cubanos após ameaçar tarifas sobre qualquer país que forneça petróleo à ilha. "Ainda não estamos falando especificamente sobre negociação", disse Cossío. "Isso é outra questão."
"Estamos abertos ao diálogo", acrescentou. "Se pudermos ter um diálogo, talvez isso possa levar a uma negociação."
Cossío disse que Cuba está pronta para ter um "diálogo informal" com os EUA "com o objetivo de garantir que possamos ter uma convivência respeitável e séria, apesar das diferenças entre nossos dois países."
Mas o vice-ministro enfatizou que certas coisas estão fora de questão para Cuba, incluindo a constituição do país, a economia e o sistema de governo, que é socialista. "Mas há muitos, muitos outros assuntos que podemos discutir", disse ele.
Cuba está lutando com uma crise econômica aguda, apagões contínuos, uma interrupção nos embarques de petróleo da Venezuela e sanções dos EUA que, segundo autoridades cubanas, custaram ao país mais de 7,5 bilhões de dólares entre março de 2024 e fevereiro de 2025.
Quando perguntado por quanto tempo Cuba pode sustentar as condições atuais, Cossío disse que não poderia revelar "nenhuma via" que a ilha tenha para garantir o suprimento de petróleo ou lidar com o que descreveu como "uma situação muito difícil."
Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, falou por telefone com seu homólogo cubano, Bruno Rodríguez, e prometeu fornecer "o apoio político e material necessário", de acordo com um comunicado do governo russo.
Na breve entrevista, Cossío enfatizou que Cuba não é uma ameaça para os Estados Unidos.
"Cuba é um país pacífico", disse ele. "Só desejamos nos relacionar com os Estados Unidos da maneira como nos relacionamos com o resto do mundo. Os Estados Unidos são a exceção hoje."
*Fonte: Associated Press.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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