Câmara Baixa do Parlamento do Japão confirma Takaichi como primeira-ministra
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A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, foi reconduzida nesta quarta-feira pela Câmara Baixa do Parlamento para formar seu segundo gabinete, após vitória esmagadora na eleição da semana passada. Ela pretende usar a supermaioria de dois terços do Partido Liberal Democrata (PLD) na Câmara Baixa para imprimir uma agenda mais conservadora. Todos os ministros devem ser mantidos.
Com o controle de dois terços das 465 cadeiras, o PLD pode dominar comissões e reverter decisões da Câmara Alta, onde a coalizão governista não tem maioria. Entre as prioridades de Takaichi estão ampliar o poder militar, elevar gastos públicos e reforçar pautas sociais conservadoras.
A premiê defende aumento das exportações de armas, regras mais rígidas de imigração, sucessão imperial apenas masculina e a manutenção da tradição que leva mulheres a adotarem o sobrenome do marido. A revisão da Constituição pacifista do pós-guerra, redigida sob influência dos EUA, pode ficar para depois, diante da pressão para enfrentar inflação, salários fracos e desafios demográficos.
No curto prazo, a premiê quer aprovar o Orçamento e propõe cortar por dois anos o imposto sobre alimentos para aliviar o custo de vida. Economistas alertam que a política fiscal expansionista pode pressionar preços e dificultar a redução da dívida pública.
Takaichi também articula uma cúpula com o presidente dos EUA, Donald Trump, que a apoiou na eleição. Tóquio fornecerá capital para três projetos nos EUA dentro de um pacote de US$ 550 bilhões prometido em outubro, incluindo usina de gás em Ohio e terminal de petróleo no Golfo. O Japão ainda enfrenta pressão para elevar gastos em defesa.
A premiê promete revisar a política de defesa até dezembro, flexibilizar restrições à exportação de armas e reforçar a cooperação com EUA, Austrália e Reino Unido. Apoia ainda lei antiespionagem e regras mais rígidas para imigração e naturalização, além de manter posição contrária ao casamento homoafetivo.
Em relação à China, Takaichi sinalizou possível reação caso Pequim avance militarmente sobre Taiwan, o que gerou retaliações diplomáticas. Fortalecida, pode adotar tom mais duro.
*Com informações da Associated Press*.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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